O Brasil se encontra em estado de alerta máximo devido ao aumento significativo de casos de sarampo em diversos países da América. O diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, revelou que o governo está implementando medidas contínuas de prevenção e controle para manter o país livre da doença.
Em 2022, foram contabilizados 14.891 casos de sarampo em 14 nações do continente americano, resultando em 29 óbitos. Até o dia 5 de março de 2023, o número de infecções confirmadas já alcançou 7.145. No Brasil, a primeira infecção registrada em 2026 foi de uma bebê de seis meses, diagnosticada em São Paulo após uma viagem à Bolívia, onde um surto está em andamento.
Apesar do aumento de casos, o Brasil não está sob risco imediato de perder a certificação de área livre de sarampo, que foi recuperada em 2024. O país não enfrenta transmissão sustentada do vírus em seu território. Gatti enfatizou a necessidade de continuidade nas campanhas de vacinação para garantir que essa certificação seja mantida.
O Ministério da Saúde tem intensificado campanhas de vacinação em regiões de fronteira, onde a cobertura vacinal é considerada baixa. O calendário vacinal do Sistema Único de Saúde (SUS) estabelece a aplicação da vacina contra o sarampo em duas doses, com a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses, como parte do imunizante tríplice viral e tetraviral, respectivamente.
No ano passado, 92,5% dos bebês receberam a primeira dose da vacina, mas apenas 77,9% completaram o esquema na idade correta. É crucial que todas as pessoas com até 59 anos que não tenham o comprovante de duas doses se vacinem. As autoridades de saúde também estão realizando investigações rigorosas em todos os casos suspeitos, mesmo que muitos deles sejam descartados.
Ao identificar um caso suspeito, os municípios informam rapidamente ao Ministério da Saúde e iniciam o bloqueio vacinal. Isso envolve vacinar todas as pessoas que tiveram contato com o suspeito e realizar buscas ativas em áreas vizinhas para identificar outros possíveis casos. Os profissionais de saúde também realizam um monitoramento em laboratórios e unidades de saúde para detectar sintomas não reportados.
Caso um exame laboratorial confirme a infecção, o paciente e a comunidade são monitorados por três meses para evitar novas contaminações. Além disso, a flexibilização das normas de vacinação permite que bebês entre seis meses e um ano que tenham estado em contato com o doente recebam uma 'dose zero' da vacina, embora ainda precisem completar as duas doses nas idades recomendadas.
Gatti alertou sobre a importância da vacinação, especialmente com a aproximação da Copa do Mundo, que ocorrerá em junho e julho de 2026, envolvendo a visita de muitos turistas, incluindo brasileiros, aos países com surtos de sarampo, como Estados Unidos, México e Canadá. Para mitigar os riscos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está veiculando mensagens sobre vacinação em aeroportos e portos.
O cenário do sarampo nas Américas requer atenção redobrada das autoridades de saúde brasileiras. A continuidade das campanhas de vacinação e a mobilização para aumentar a cobertura vacinal são essenciais para proteger a população e manter o Brasil livre da doença. A vigilância constante e a resposta rápida a casos suspeitos são fundamentais para evitar a propagação do vírus e garantir a saúde pública.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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