Um recente boletim da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado na última sexta-feira, 20 de outubro, indica um notável aumento na circulação do vírus Influenza A em diversas partes do Brasil. Essa elevação na atividade viral tem gerado uma preocupação crescente, especialmente em relação ao aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em várias regiões.
O avanço do vírus Influenza A é perceptível em nível nacional, com destaque para o estado do Mato Grosso e a maioria dos estados do Nordeste, exceto Piauí. No Norte, Amapá, Pará e Rondônia também estão enfrentando um aumento significativo de casos. No Sudeste, o cenário é alarmante no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, onde a taxa de infecções tem crescido de forma preocupante.
Desde o início de 2026, a análise dos casos de SRAG revelou a seguinte distribuição dos vírus responsáveis: 41,9% dos casos foram causados por rinovírus, enquanto 21,8% foram atribuídos ao Influenza A. O Sars-CoV-2, causador da Covid-19, respondeu por 14,7%, seguido pelo VSR com 13,4% e Influenza B com apenas 1,5%.
A taxa de mortalidade também apresenta um panorama alarmante. Entre os óbitos registrados, 37,3% foram decorrentes da Covid-19, enquanto 28,6% das mortes se devem ao Influenza A. O rinovírus causou 21,8% das fatalidades, o VSR 4,5% e a Influenza B 2,5%. Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a prevalência de óbitos positivos foi equilibrada, com 30,8% atribuídos ao Influenza A e Sars-CoV-2, e 27,5% ao rinovírus.
Em resposta ao aumento de casos, a pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, informou que o Ministério da Saúde implementou três estratégias nacionais de vacinação para 2026. O objetivo é ampliar a cobertura vacinal e, assim, reduzir a incidência de doenças que podem ser prevenidas por vacinas.
A campanha de vacinação contra a influenza está programada para ocorrer entre 28 de março e 30 de maio, abrangendo as regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. O Dia D da vacinação está agendado para o próximo sábado, quando espera-se uma mobilização significativa da população.
Tatiana Portella enfatizou a importância da vacinação como a principal medida preventiva contra a severidade dos casos e a mortalidade associada. Com a vacina já disponível para o VSR em gestantes, a campanha que se inicia no próximo mês é crucial, especialmente para grupos prioritários que serão vacinados contra o Influenza A.
Diante do aumento da circulação do vírus Influenza A e das consequências associadas à SRAG, a mobilização para vacinação se torna fundamental. As autoridades de saúde reforçam a necessidade de adesão à campanha vacinal como forma de proteger a população e controlar a disseminação do vírus nos próximos meses.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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