O número de municípios gaúchos que relatam escassez de óleo diesel subiu para 166, conforme um boletim da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs). A atualização foi divulgada nesta quarta-feira, 25 de março, e destaca o agravamento da situação em relação aos dias anteriores, quando apenas 142 cidades enfrentavam problemas de abastecimento.
Os dados coletados até as 9h do dia 25 revelam que dois municípios, Formigueiro e Tupanciretã, ainda se encontram em estado de emergência. A Famurs recebeu respostas de 384 dos 497 municípios do estado, e os 166 afetados representam cerca de um terço do total. Apesar da crise, a capital Porto Alegre não está entre as cidades impactadas pela falta de diesel.
A escassez de diesel já começa a afetar serviços essenciais nas cidades, levando as prefeituras a priorizar o abastecimento nas áreas de saúde e transporte de pacientes. Obras e atividades que dependem do uso de maquinário foram suspensas, aumentando as preocupações sobre a continuidade de serviços públicos vitais.
A crise em questão é considerada um reflexo da guerra no Irã, que tem impactos significativos na cadeia global de petróleo. O Brasil, que importa cerca de 30% do diesel que consome, sente diretamente os efeitos dessa situação. Desde o início dos conflitos, o preço do litro do diesel no país subiu aproximadamente 20%, segundo informações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Em resposta ao aumento dos preços e à crise de abastecimento, o governo brasileiro implementou medidas para minimizar o impacto sobre os consumidores. Uma das ações foi a isenção das alíquotas do Pis e da Cofins, tributos federais que incidem sobre o diesel. Além disso, o governo anunciou uma subvenção de R$ 0,32 por litro de diesel produzido ou importado, com o objetivo de aliviar a pressão sobre o mercado.
A ANP também intensificou suas atividades de fiscalização, monitorando distribuidores e postos de combustíveis para garantir a regularidade do fornecimento. Embora a ANP tenha informado que a situação não se deve à falta de produtos, mas sim a problemas logísticos, as ações estão sendo tomadas para restaurar a normalidade no abastecimento.
A situação de escassez de diesel em 166 cidades do Rio Grande do Sul levanta preocupações sobre a capacidade de manter serviços essenciais. As causas estão ligadas a fatores internacionais, e o governo tem buscado medidas para mitigar os efeitos da crise. O monitoramento contínuo e ações efetivas são cruciais para garantir que a população não sofra ainda mais com as consequências dessa situação.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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