O governo iraniano manifestou descontentamento em relação ao discurso proferido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a sua última apresentação no Estado da União. O Ministério das Relações Exteriores do Irã, através de seu porta-voz Esmaeil Baqaei, classificou as afirmações de Trump como 'grandes mentiras' e criticou a postura da Casa Branca em relação ao país.
Baqaei, em um comunicado divulgado na plataforma X, acusou a administração Trump de engendrar uma 'campanha de desinformação' acerca do Irã. Ele afirmou que as alegações sobre o programa nuclear do país, a suposta capacidade de mísseis balísticos e os números de vítimas dos recentes distúrbios são, na realidade, reproduções de 'grandes mentiras'.
O governo iraniano, por sua vez, reafirmou que não tem interesse em desenvolver armas nucleares. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, declarou que o Irã 'em hipótese alguma desenvolverá uma arma nuclear', buscando assim desmentir as preocupações levantadas por Trump em seu discurso.
Durante sua fala, Trump fez uma afirmação alarmante, sugerindo que o regime iraniano seria responsável pela morte de 32 mil manifestantes durante os protestos contra o governo. Em resposta, o governo iraniano contestou essa cifra, alegando que apenas 3.117 pessoas teriam perdido a vida, incluindo cerca de 200 policiais. Essa divergência de números levanta questões sobre a veracidade das informações apresentadas.
A HRANA (Human Rights Activists News Agency), uma organização de direitos humanos baseada nos Estados Unidos, reportou números ainda mais altos, indicando que cerca de 6.490 manifestantes teriam sido mortos desde o início dos protestos em massa em dezembro. No entanto, a CNN não conseguiu verificar a precisão dessas alegações de forma independente.
Trump também destacou que está concentrando recursos militares ao redor do Irã, afirmando que o objetivo é garantir que o país não tenha acesso a armas nucleares. Ele enfatizou que os líderes iranianos desejam fechar um acordo, mas não pronunciam a frase decisiva de que 'nunca terão uma arma nuclear', um ponto que o presidente considera crucial para qualquer negociação futura.
Diante das tensões evidenciadas nas declarações de Trump e nas respostas do Irã, fica claro que as relações entre os dois países permanecem conturbadas. A troca de acusações e a falta de consenso sobre questões fundamentais, como direitos humanos e programas de armamento, continuam a ser um obstáculo significativo para a diplomacia entre os Estados Unidos e o Irã.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br
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