A Polícia Civil do Rio de Janeiro está investigando dois novos casos de estupro que envolvem alunas adolescentes do Colégio Federal Pedro II. Esses crimes estão relacionados a um grupo que já foi acusado de estuprar uma estudante de 17 anos em janeiro deste ano, também em Copacabana. A investigação levanta preocupações sobre a segurança de jovens e a necessidade de ações efetivas para prevenir tais atrocidades.
Uma das vítimas, que tinha apenas 14 anos na época do crime, agora com 17, relatou que os acusados tentaram chantageá-la através de gravações da violência. Em depoimento à 12ª Delegacia de Copacabana, a jovem explicou que os infratores sugeriram que as imagens seriam usadas para garantir seu silêncio. A mãe da vítima revelou que a jovem conhecia um dos envolvidos, o único adolescente do grupo, identificável como aluno do mesmo colégio.
O delegado Antônio Lages, responsável pela investigação, destacou que o padrão de atuação dos criminosos é alarmantemente semelhante. O adolescente infrator, que tinha a confiança da vítima, a atraiu para um apartamento onde também se encontrava Matheus Veríssimo Zoel Martins, que se entregou à polícia recentemente. Essa repetição no modus operandi indica uma organização e planejamento por parte dos envolvidos.
Na mesma data, um terceiro caso foi identificado. A mãe de outra vítima relatou que sua filha foi estuprada por Vitor Hugo Oliveira Simonin durante uma festa junina em outubro de 2025. O delegado Lages, embora tenha reconhecido a gravidade da situação, não forneceu detalhes adicionais sobre a vítima ou a natureza do crime. A complexidade do caso se amplia com a inclusão de múltiplas vítimas e acusados.
O delegado Lages pediu para que outras possíveis vítimas se apresentem à polícia e relatem suas experiências. Ele enfatizou a importância do apoio familiar e da coragem das vítimas ao buscarem ajuda. A situação de uma das jovens foi particularmente crítica; após o ocorrido, ela conseguiu informar aos familiares, que imediatamente procuraram as autoridades. Isso permitiu a coleta de evidências que corroboraram o depoimento da vítima.
Entre os acusados, alguns já se entregaram, enquanto outros ainda estão foragidos. A polícia espera que os restantes se apresentem em breve. Vitor Simonin, que é filho de uma autoridade governamental, e Bruno Felipe dos Santos Allegretti são considerados foragidos. A situação se complica ainda mais pela relação familiar de um dos acusados com o subsecretário de governança da Secretaria de Desenvolvimento e Direitos Humanos, que será exonerado devido ao envolvimento do filho nos crimes.
Lages também fez um apelo à sociedade, enfatizando a necessidade de respeito mútuo nas relações. Ele destacou que a mensagem de que 'não é não' deve ser uma prioridade na educação dos jovens. A maneira como os jovens interagem e respeitam os limites uns dos outros é fundamental para prevenir futuras agressões.
A investigação em curso sobre os casos de estupro em Copacabana ressalta a gravidade do tema da violência sexual contra jovens. Com a confirmação de novos casos e o envolvimento de múltiplos acusados, a sociedade e as autoridades devem se unir para garantir a segurança dos adolescentes e fomentar um ambiente de respeito e proteção. O apoio às vítimas e a responsabilização dos infratores são passos cruciais para a construção de um futuro mais seguro.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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