As ações do Grupo Pão de Açúcar (GPA) enfrentaram uma drástica desvalorização no início da sessão desta terça-feira, 10 de março, após a empresa anunciar um acordo com seus principais credores para a elaboração de um plano de recuperação extrajudicial. Na abertura do pregão, os papéis da companhia apresentaram uma queda de quase 9%, estabilizando-se às 10h30 em uma redução de 6,59%, com os valores atingindo R$ 2,55.
Conforme informado em um fato relevante, o plano de recuperação inclui obrigações de pagamento sem garantia, totalizando cerca de R$ 4,5 bilhões, que não envolvem dívidas correntes ou operacionais da empresa. O GPA esclareceu que obrigações relacionadas a fornecedores, parceiros e clientes, assim como questões trabalhistas, estão excluídas do processo e permanecerão inalteradas.
O conselho de administração do GPA concedeu autorização unânime para o acordo, expressando confiança em que a maioria dos credores apoiará o processo. A companhia espera encontrar uma solução que equilibre a liquidez de curto prazo com a sustentabilidade financeira no longo prazo. Apesar das dificuldades financeiras, as operações de suas lojas continuarão funcionando normalmente, assegurando que a empresa está em dia com suas obrigações junto a parceiros e fornecedores.
O Grupo Pão de Açúcar, que tem enfrentado prejuízos recorrentes nos últimos anos, passou por transformações significativas em sua estrutura acionária. O Grupo Coelho Diniz tornou-se o principal acionista, detendo 24,6% da empresa, enquanto o grupo francês Casino, anteriormente controlador, mantém uma participação de 22,5%. Em um movimento para revitalizar a gestão, André Coelho Diniz foi eleito presidente do conselho de administração em outubro, e, subsequentemente, Marcelo Pimentel renunciou ao cargo de presidente-executivo, sendo substituído por Alexandre de Jesus Santoro no início de 2026.
A situação do GPA revela um momento crítico para a empresa, que busca se reerguer por meio de um plano de recuperação extrajudicial. Com o apoio de seus credores e a manutenção das operações de suas lojas, a companhia espera superar os desafios atuais e garantir sua sustentabilidade. As recentes mudanças na liderança e na estrutura acionária podem ser um indicativo de uma nova estratégia para revitalizar a marca e preencher as lacunas deixadas por anos de prejuízo.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br
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