O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) agendou uma sessão para a próxima terça-feira, 31 demarço, às 15h, com o propósito de recontar os votos do cargo de deputado estadual referentes às eleições de 2022. Essa ação atende a uma determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que recententemente cassou o mandato do deputado Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
Com a decisão que anulou os 97.822 votos obtidos por Bacellar, a composição da Alerj sofrerá mudanças significativas. A alteração na distribuição das vagas entre partidos e federações será necessária, uma vez que a cassação do deputado impacta diretamente o cenário político do estado. Bacellar foi cassado devido ao uso indevido de recursos da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do RJ (Ceperj) para fins eleitorais.
Num desdobramento relacionado, a desembargadora Suely Lopes Magalhães, que atua como presidente em exercício do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, anulou a eleição que havia escolhido Douglas Ruas como presidente da Alerj. Essa decisão foi fundamentada na necessidade de que a retotalização dos votos pelo TRE fosse concluída antes de qualquer nova eleição na Casa, com a intenção de assegurar a validade do processo eleitoral.
A situação na Alerj também afeta a linha sucessória do governo do estado. Desde que o ex-governador Cláudio Castro renunciou ao cargo na última segunda-feira, 23 de outubro, o comando do Executivo tem sido exercido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto de Castro. A renúncia de Castro ocorreu em meio a um julgamento que o considerou inelegível até 2030, o que levanta questionamentos sobre a estabilidade política no estado.
A crise política no Rio de Janeiro se intensificou após a prisão de Rodrigo Bacellar em dezembro de 2025, durante a Operação Unha e Carne, que apurou ligações de políticos com a organização criminosa Comando Vermelho. O afastamento de Bacellar da presidência da Alerj foi decretado pelo Supremo Tribunal Federal, mesmo após sua liberação. Desde então, a Casa tem enfrentado incertezas, especialmente após a renúncia de Castro, que estava sob investigação por abuso de poder durante a campanha de reeleição em 2022.
A recontagem de votos agendada pelo TRE-RJ é um passo crucial para redefinir a composição da Alerj e, consequentemente, a estrutura do governo do estado. À medida que as consequências da cassação de Bacellar e a renúncia de Cláudio Castro se desdobram, o cenário político do Rio de Janeiro permanece em constante evolução, com implicações diretas para a governança e a estabilidade política na região.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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