O setor varejista brasileiro vive um momento transformador com a adoção de novas tecnologias. Em menos de seis meses após a introdução do WhatsApp da Lu, resultado de uma colaboração entre Meta e Magazine Luiza, a empresa observou um aumento significativo nas conversões, que triplicaram em comparação ao aplicativo tradicional. Essa inovação, impulsionada por inteligência artificial generativa, não só aprimorou o atendimento ao cliente, como também contribuiu para uma valorização expressiva das ações da companhia.
Frederico Trajano, líder do Magalu, considera o êxito dessa iniciativa como o início de uma nova fase estratégica que ele denomina 'era do AI-commerce'. Em uma entrevista à Forbes Brasil, realizada na sede da Meta em São Paulo, ele enfatizou que a inteligência artificial generativa é um divisor de águas no mercado, equiparando-se à popularização da internet móvel. Trajano, que completou uma década à frente da empresa, destaca que seu percurso se dividiu em ciclos: digitalização, criação de um ecossistema integrado e, a partir de 2026, um foco intensivo em inteligência artificial.
De acordo com Trajano, a forma como os consumidores interagem com as plataformas de e-commerce está mudando radicalmente. O tradicional método de navegação baseado em cliques e filtros está sendo substituído por interações mais naturais e conversacionais. Ele antecipa que a nova era permitirá que os clientes expressem suas necessidades de forma direta, como 'Preciso de um tênis para correr uma maratona', e a tecnologia será capaz de atender a essa demanda de maneira eficiente.
Um dos principais projetos do Magalu é o desenvolvimento do 'cérebro da Lu', uma assistente virtual projetada para ser carismática e proporcionar uma experiência de compras com um toque humano. Trajano ressalta que a Lu foi criada para trazer um calor humano ao ambiente virtual, essencial para uma jornada de compra mais envolvente.
Apesar do crescente uso da automação, Trajano acredita que as lojas físicas continuam a ter um papel importante, atuando como um 'topo de funil' e como locais de experiência afetiva. Ele argumenta que, mesmo com a automação, é crucial que os consumidores sintam uma conexão emocional com a marca. A loja física não está obsoleta; ao contrário, está sendo redefinida como um espaço onde os clientes podem experimentar produtos e se conectar, mesmo que a compra final ocorra online.
Trajano também destaca a importância de que as tecnologias, especialmente as de inteligência artificial, sejam adaptadas ao contexto cultural brasileiro. Ele alerta que o Brasil, apesar de ser um líder no uso do WhatsApp, deve desenvolver modelos de linguagem que respeitem e reflitam a diversidade cultural local. Para ele, é vital que tanto o governo quanto as empresas nacionais criem uma agenda que promova a presença de players locais no mercado digital.
A visão de Fred Trajano para o futuro do varejo é clara: a inteligência artificial não apenas transformará a maneira como os consumidores interagem com as marcas, mas também exigirá uma reavaliação do papel humano no processo de venda. Com a ascensão do AI-commerce, o setor varejista está se preparando para uma nova era, onde a tecnologia e a experiência humana devem coexistir para oferecer um serviço mais eficiente e emocionalmente ressonante.
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Fonte: https://forbes.com.br
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