Prometheus na Netflix e sua conexão com a franquia Alien

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A linha do tempo entre Prometheus e Alien

Lançado em 2012, 'Prometheus' reposicionou a mitologia da franquia 'Alien', funcionando como um prelúdio direto. A linha do tempo do filme se estabelece entre 2089 e 2093, cerca de 30 anos antes dos eventos que se desenrolam a bordo da Nostromo, em 2122. Este intervalo é crucial, pois oferece um contexto para a origem dos Xenomorfos, ligando diretamente as narrativas e expandindo a compreensão do universo 'Alien'.

O enredo de 'Prometheus' gira em torno da missão da Weyland Corporation, liderada pelo personagem Peter Weyland, que busca respostas sobre a origem da humanidade ao visitar o planeta dos Engenheiros. Durante essa jornada, a tripulação descobre indícios que podem estar relacionados à criação dos Xenomorfos. O clímax do filme sugere uma conexão imediata com 'Alien', especialmente através do Engenheiro encontrado pela Nostromo, que pode ser um resultado direto dos eventos em 'Prometheus'.

A continuidade da linha do tempo é expandida em 'Alien: Covenant', que se passa em 2104, mas sua ligação com os eventos de 2122 é menos explícita. No entanto, 'Prometheus' não apenas antecipa a narrativa de 'Alien', mas redefine as bases que sustentam a exploração dos Xenomorfos, lançando um novo olhar sobre o papel da Weyland Corporation e a obsessão por poder e conhecimento científico, temas que ressoam ao longo da franquia.

A missão da Weyland e a descoberta dos Engenheiros

A missão da Weyland em Prometheus é um marco na reinterpretação da mitologia da franquia Alien. Financiada pelo magnata Peter Weyland, a expedição tem como objetivo explorar um planeta distante, identificado como a origem da humanidade. A equipe de cientistas e exploradores busca respostas sobre a criação da vida e a presença de uma antiga civilização conhecida como Engenheiros. Essa busca não é apenas por conhecimento, mas também por poder, refletindo a ambição corporativa que permeia toda a narrativa da franquia.

Durante a exploração, a equipe descobre evidências de que os Engenheiros podem ter criado formas de vida, incluindo os Xenomorfos, como parte de sua cultura. O filme apresenta o 'Black Goo', uma substância misteriosa que se revela uma arma biológica potencial, capaz de gerar vida e morte. Essa descoberta é crucial para entender a conexão entre os Engenheiros e os horrores que a tripulação da Nostromo enfrentará em Alien. O desfecho de Prometheus, com a revelação do Engenheiro morto, sugere que os eventos de 2089 a 2093 têm implicações diretas para o futuro da humanidade.

Além disso, a missão da Weyland estabelece um padrão para a exploração corporativa de novas fronteiras, prenunciando a abordagem da Weyland-Yutani em Aliens. A obsessão de Weyland por respostas científicas e poder reflete uma tradição de exploração que coloca a ambição acima da ética. O filme não apenas conecta os pontos entre a origem da vida e a criação dos Xenomorfos, mas também lança luz sobre a busca incessante da humanidade por poder e controle, temas centrais que reverberam em toda a franquia.

O papel da Weyland-Yutani e o interesse corporativo

A Weyland-Yutani, uma das corporações centrais da franquia Alien, desempenha um papel crucial em Prometheus, estabelecendo as bases para a exploração e a exploração comercial do Xenomorfo. No filme, a figura de Peter Weyland emerge como um magnata obcecado pela busca de conhecimento e poder, refletindo uma mentalidade corporativa que prioriza os lucros e a inovação tecnológica a qualquer custo. Essa busca por respostas sobre a origem da vida e do próprio Xenomorfo evidencia o caráter exploratório e muitas vezes irresponsável da Weyland-Yutani, que se tornaria emblemático nas sequências da franquia. O interesse corporativo, portanto, não é apenas um pano de fundo, mas sim um motor que impulsiona os eventos de Prometheus e, posteriormente, os desastres que ocorrerão em Alien.

O filme sugere que a exploração de criaturas alienígenas é uma prática já enraizada na cultura corporativa, muito antes da icônica Ellen Ripley. A obsessão de Weyland por descobertas científicas, claramente motivada por interesses pessoais e financeiros, antecipa a abordagem da Weyland-Yutani em Aliens, onde a captura e uso do Xenomorfo como arma biológica se torna uma prioridade. Essa continuidade reforça a ideia de que o conhecimento sobre a criatura não é apenas uma curiosidade científica, mas uma questão de domínio e controle corporativo, o que resulta em consequências catastróficas para os personagens envolvidos.

Além disso, a introdução do 'Black Goo' em Prometheus não só modifica a narrativa sobre a origem do Xenomorfo, mas também implica que a Weyland-Yutani já estava ciente das potencialidades e dos riscos associados a essas substâncias biológicas. A possibilidade de que os Engenheiros criaram o Xenomorfo como uma arma biológica sugere uma linha de pesquisa que a corporação poderia já estar explorando. Essa interconexão entre ciência e interesse corporativo, presente em Prometheus, se torna um tema recorrente na franquia, moldando a forma como as empresas abordam a ética na exploração espacial e as consequências de suas ações.

A origem do Xenomorfo e suas implicações no cânone

A origem do Xenomorfo, uma das criaturas mais icônicas do cinema de ficção científica, é explorada de maneira inovadora em Prometheus, lançado em 2012. O filme revela que o organismo é resultado da manipulação genética dos Engenheiros, uma raça alienígena avançada. Através da introdução do enigmático 'Black Goo', a narrativa sugere que os Engenheiros criaram o Xenomorfo como uma arma biológica, alterando a compreensão anterior sobre a entidade que aterroriza a tripulação da Nostromo em Alien. Essa reinterpretação da origem do Xenomorfo não apenas adiciona profundidade ao seu conceito, mas também estabelece uma nova base para as interações entre humanos e alienígenas dentro do cânone da franquia.

Além de expandir a origem do Xenomorfo, Prometheus provoca uma reavaliação dos interesses corporativos em torno da criatura. O filme apresenta a figura de Peter Weyland, cujas ambições científicas e comerciais ecoam na famosa Weyland-Yutani em Aliens. Essa conexão sugere que a busca por poder e conhecimento sobre os Xenomorfos é uma obsessão que antecede a personagem Ellen Ripley, enfatizando a natureza destrutiva da exploração corporativa. A trama implica que o desejo por controle sobre o Xenomorfo não é apenas uma questão de lucro, mas também de dominação científica.

Por fim, as implicações da nova origem do Xenomorfo se estendem para além de Prometheus e Alien: Covenant, influenciando obras futuras, como Alien: Romulus. A continuidade do uso do 'Black Goo' e suas interações com a biologia alienígena reafirmam a importância do tema no universo Alien. Assim, Prometheus não apenas conecta cronologicamente com Alien, mas também redefine as bases do cânone, oferecendo uma nova perspectiva sobre a intrincada relação entre a humanidade e suas criações, explorando questões filosóficas sobre a vida, a morte e as consequências da ambição desmedida.

A continuidade com Alien: Covenant e Alien: Romulus

A continuidade da franquia Alien é aprofundada através de Alien: Covenant, que se passa em 2104, apenas 18 anos após os eventos de Prometheus. Embora a conexão entre os dois filmes seja mais sutil, Covenant explora as consequências da missão anterior, especialmente a relação entre o androide David e a criação do Xenomorfo. A narrativa revela um desenvolvimento direto da pesquisa sobre a biotecnologia dos Engenheiros, levando a um entendimento maior sobre a origem e as características da criatura que se tornaria icônica na franquia. Essa sequência estabelece um elo entre a busca por conhecimento e os horrores que advêm desse desejo, um tema recorrente em toda a série.

Alien: Romulus, uma nova adição à franquia, promete expandir ainda mais essa continuidade ao retomar a exploração dos experimentos com o 'Black Goo'. Situado em um período não muito distante de Covenant, o filme está previsto para aprofundar as consequências das ações de David e sua influência na evolução do Xenomorfo. A expectativa é que Romulus conecte mais pontos entre os eventos de Prometheus e os que se desenrolam na linha do tempo original de Alien, oferecendo uma nova perspectiva sobre a obsessão humana por poder e controle sobre a vida alienígena.

Esses desdobramentos não apenas reforçam a interligação entre os filmes, mas também apontam para um universo mais coeso e complexo, onde a ciência, a ética e a ambição humana colidem com o desconhecido. A franquia, portanto, não se limita a um mero entretenimento de ficção científica, mas propõe questões profundas sobre a natureza da exploração e suas implicações, reafirmando a relevância de Prometheus e suas sequências na construção da narrativa de Alien.

Fonte: https://mixdeseries.com.br

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