
Relação conturbada entre Trump e Powell: críticas aos juros
Este artigo aborda relação conturbada entre trump e powell: críticas aos juros de forma detalhada e completa, explorando os principais aspectos relacionados ao tema.
Nomeação e início da relação
Jerome Powell foi anunciado por Donald Trump como o próximo presidente do Federal Reserve em novembro de 2017, em uma cerimônia no jardim da Casa Branca. Na ocasião, Trump expressou sua confiança em Powell, afirmando que era uma honra fazer a nomeação. Powell foi inicialmente indicado por Trump e posteriormente reconduzido ao cargo por Joe Biden em 2021, o que demonstrava a confiança de ambos os presidentes no economista.
No entanto, a relação entre Trump e Powell começou a se deteriorar durante o primeiro mandato do presidente na Casa Branca. Em 2019, Trump expressou publicamente sua insatisfação com Powell, criticando sua atuação e questionando a decisão de manter as taxas de juros em um patamar considerado alto. Essa discordância em relação à política monetária foi o ponto de partida para uma série de críticas e tensões entre os dois líderes.
Críticas de Trump aos juros
Desde o início de sua gestão, Donald Trump tem sido crítico em relação aos juros estabelecidos pelo Federal Reserve, liderado por Jerome Powell. Em diversas ocasiões, o ex-presidente expressou insatisfação com o patamar das taxas de juros, afirmando que estão muito altas e demorando para cair. Trump acredita que tais taxas estão prejudicando a economia do país, afirmando que, sem elas, os Estados Unidos poderiam crescer ainda mais.
Em 2021, os juros americanos estavam entre 3,50% e 3,75%, após três cortes realizados pelo FED ao longo do ano anterior. Mesmo assim, Trump continuou pressionando por uma redução ainda maior, criticando publicamente Jerome Powell. O ex-presidente chegou a questionar a nomeação de Powell para o cargo em 2021, mesmo sendo ele próprio o responsável por indicá-lo inicialmente.
Apesar das críticas e da pressão de Trump, a independência do Federal Reserve é garantida pelo Congresso dos Estados Unidos. Os presidentes e diretores do FED só podem ser demitidos por justa causa, como má conduta ou negligência. Até o momento, em 111 anos de história da instituição, nenhum presidente foi desligado pela Casa Branca. Mesmo assim, as tensões entre Trump e Powell continuaram, com o ex-presidente ameaçando demitir o economista do cargo e cobrando sua renúncia.
Ameaças de demissão e cobranças de renúncia
A relação entre o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, tem sido marcada por controvérsias e críticas. Desde o início do primeiro mandato de Trump na Casa Branca, as desavenças entre os dois só aumentaram. Em 2019, Trump expressou publicamente sua insatisfação com Powell, afirmando que não estava contente com seu desempenho e sugerindo sua renúncia. Ele chegou a dizer que não o impediria de renunciar, caso decidisse fazê-lo.
O motivo principal das críticas de Trump a Powell está relacionado ao patamar das taxas de juros. O ex-presidente acredita que as taxas estão muito altas e demorando para cair, o que, segundo ele, está prejudicando a economia do país. Mesmo após a recondução de Powell ao cargo em 2021 pelo presidente Joe Biden, Trump continuou pressionando o economista e chegou a ameaçar demiti-lo. No entanto, a demissão de um presidente do Federal Reserve só pode ocorrer por justa causa, conforme estabelecido pelo Congresso dos EUA.
Em meio a essa tensão, Trump chegou a visitar a sede do Federal Reserve em Washington, sob o pretexto de vistoriar uma reforma de US$ 2,5 bilhões. Essa visita inusitada ocorreu uma semana antes de uma decisão importante do FED sobre as taxas de juros. Durante a visita, Trump reiterou sua posição a favor de uma redução nas taxas, evidenciando as divergências entre ele e Powell.
Independência do Federal Reserve
A relação conturbada entre Donald Trump e Jerome Powell está diretamente ligada às políticas de juros do Federal Reserve. Trump critica Powell por manter as taxas de juros em patamares considerados altos, alegando que isso prejudica o crescimento da economia americana. No entanto, a independência do Federal Reserve é um pilar fundamental do sistema financeiro dos Estados Unidos.
O Federal Reserve, também conhecido como FED, é o banco central do país e tem a responsabilidade de definir e implementar políticas monetárias para promover o pleno emprego e a estabilidade de preços. A independência da instituição é garantida pelo Congresso e seus dirigentes só podem ser demitidos em casos de justa causa.
Ao longo dos anos, Trump tem pressionado Powell a reduzir as taxas de juros, chegando a ameaçar sua demissão. No entanto, a autonomia do Federal Reserve é uma proteção contra interferências políticas, garantindo a credibilidade e eficácia de suas ações. Até o momento, nenhum presidente americano conseguiu destituir um presidente do FED, demonstrando a solidez do sistema.
Investigação criminal e pronunciamento de Powell
A relação conturbada entre Donald Trump e Jerome Powell atingiu um novo patamar com a investigação criminal sobre o presidente do Federal Reserve. Após críticas públicas de Trump em relação aos juros e à condução da política monetária, surgiram rumores de que o Departamento de Justiça estaria investigando Powell por possíveis irregularidades.
A investigação criminal levantou preocupações sobre a independência do Federal Reserve e a autonomia de seu presidente. A Casa Branca negou ter orientado o Departamento de Justiça a investigar Powell, mas a tensão entre Trump e o chefe do FED era evidente. O pronunciamento de Powell sobre o assunto ainda era aguardado pela imprensa e pelo mercado financeiro.
Com a ameaça de demissão pairando sobre Powell e a pressão pública de Trump por uma redução nas taxas de juros, a situação se tornou ainda mais delicada. A incerteza em relação ao futuro do Federal Reserve e a possibilidade de interferência política nas decisões econômicas do país geraram preocupações entre os investidores e analistas.
Desfecho e futuro de Powell no Federal Reserve
Jerome Powell assumiu a presidência do Federal Reserve com o apoio de Donald Trump, em 2017, sendo reconduzido ao cargo por Joe Biden em 2021. No entanto, a relação entre Powell e Trump logo se deteriorou, principalmente devido às divergências em relação às taxas de juros. Trump criticava Powell por considerar que as taxas estavam muito altas e demoravam para cair, o que, segundo o ex-presidente, prejudicava o crescimento econômico do país.
Apesar das críticas públicas de Trump, demitir Powell não é uma tarefa simples. O Federal Reserve é uma instituição independente, e seus presidentes e diretores só podem ser demitidos em casos de má conduta ou negligência, conforme estabelecido pelo Congresso. Em seus 111 anos de história, nenhum presidente do FED foi desligado pela Casa Branca. Mesmo diante das pressões de Trump, Powell permanece no cargo, enfrentando os desafios de manter a estabilidade econômica do país em meio a um cenário político conturbado.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br





