Preços dos combustíveis em Manaus

Este artigo aborda preços dos combustíveis em manaus de forma detalhada e completa, explorando os principais aspectos relacionados ao tema.

Preços elevados em Manaus

Manaus encerrou a primeira semana de janeiro de 2026 com os maiores preços médios de combustíveis entre todas as capitais brasileiras, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A cidade lidera o ranking nacional tanto no preço da gasolina comum quanto no etanol hidratado, ultrapassando R$ 7 por litro.

A alta nos preços em Manaus é atribuída a fatores logísticos, como o transporte fluvial, a distância dos centros de distribuição e a carga tributária estadual. Isso tem impactado diretamente no bolso dos consumidores, como no caso da professora Carla Souza, que agora não vê mais vantagem em abastecer com etanol devido aos preços elevados.

Além disso, em outubro de 2025, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) moveu 33 ações civis públicas contra postos de combustíveis de Manaus suspeitos de formar cartel e combinar os preços da gasolina na capital. As investigações apontam que os estabelecimentos teriam ajustado os valores de forma simultânea, mantendo preços muito próximos em diferentes regiões da cidade, o que configura possível infração à ordem econômica.

Fatores que influenciam nos preços

Diversos fatores influenciam nos preços dos combustíveis em Manaus, tornando a capital amazonense uma das mais caras do país para abastecer. Um dos principais motivos apontados é a questão logística, devido à localização geográfica da cidade. Manaus é uma região de difícil acesso por terra, o que torna o transporte dos combustíveis mais caro. Além disso, a cidade depende em grande parte do transporte fluvial para receber os produtos, o que também impacta nos custos de distribuição.

Outro fator relevante é a carga tributária estadual. O Amazonas possui uma das maiores alíquotas de ICMS sobre os combustíveis, o que acaba sendo repassado para o consumidor final. Essa alta carga tributária contribui significativamente para os preços elevados dos combustíveis em Manaus.

Além disso, a suspeita de formação de cartel entre os postos de combustíveis da cidade também influencia nos preços. O Ministério Público moveu diversas ações civis públicas contra estabelecimentos suspeitos de combinarem os valores da gasolina, o que prejudica a livre concorrência e pode manter os preços artificialmente elevados. Essas práticas anti-competitivas impactam diretamente no bolso do consumidor, que acaba pagando mais caro pelo combustível.

Ações do Ministério Público contra postos de combustíveis

No mês de outubro de 2025, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) moveu 33 ações civis públicas contra postos de combustíveis em Manaus, sob suspeita de formação de cartel e combinação de preços da gasolina na capital. Essas ações foram instauradas pela 51ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) após a conclusão de um inquérito civil iniciado em 2023.

Os postos envolvidos nas ações não tiveram seus nomes nem endereços divulgados pelo Ministério Público. De acordo com as investigações, esses estabelecimentos teriam ajustado os preços de forma coordenada, mantendo valores muito próximos em diferentes regiões de Manaus, o que levanta a suspeita de infração à ordem econômica.

As denúncias que deram origem às investigações surgiram de consumidores e do acompanhamento realizado pela Prodecon, que observou reajustes semelhantes em vários postos, sem justificativas econômicas plausíveis, como aumento de impostos ou custos operacionais. Essas ações do Ministério Público visam combater práticas que prejudicam os consumidores e ferem a livre concorrência no mercado de combustíveis em Manaus.

Impacto do aumento de impostos nos combustíveis

O aumento de impostos sobre os combustíveis tem impactado diretamente nos preços praticados nos postos de Manaus. Desde o fim de semana, o valor do litro da gasolina subiu em média 10 centavos na capital amazonense. Esse aumento reflete não apenas a carga tributária estadual, mas também a recente alta nos impostos sobre gasolina, diesel e gás de cozinha em todo o país.

A população de Manaus tem sentido esse impacto no bolso, com preços que já estão entre os mais altos do Brasil. O transporte fluvial, a distância dos centros de distribuição e a alta carga tributária estadual são fatores que contribuem para tornar os combustíveis mais caros na região. Além disso, a suspeita de formação de cartel entre os postos da cidade, com preços muito próximos e reajustes simultâneos, também tem gerado preocupação entre os consumidores e órgãos fiscalizadores.

Com o aumento dos impostos, a tendência é que os preços dos combustíveis continuem subindo, impactando não só os motoristas individuais, mas também setores da economia que dependem do transporte rodoviário. É importante que órgãos como o Ministério Público continuem atentos e atuantes para garantir a livre concorrência no mercado de combustíveis e proteger os direitos dos consumidores em Manaus.

Fonte: https://g1.globo.com

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