Facções criminosas no Amazonas: crescimento e atuação em 25 municípios

Este artigo aborda facções criminosas no amazonas: crescimento e atuação em 25 municípios de forma detalhada e completa, explorando os principais aspectos relacionados ao tema.

Presença de facções criminosas em 25 municípios do Amazonas

Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a presença de facções criminosas tem crescido no estado do Amazonas, atingindo atualmente 25 dos 62 municípios da região. Essas organizações criminosas têm atuado de maneira significativa em diversas localidades, o que tem gerado preocupação e desafios para as autoridades de segurança pública.

De acordo com o estudo Experiências promissoras de prevenção e enfrentamento ao crime e à violência na Amazônia, as facções Comando Vermelho, Primeiro Comando da Capital e Piratas do Solimões estão entre as mais presentes no estado. O Comando Vermelho, por exemplo, atua em 19 cidades, enquanto o Primeiro Comando da Capital está presente apenas em Coari. Já os Piratas do Solimões lideram as ações criminosas em três municípios.

Além das facções tradicionais, o Amazonas também registra a presença de grupos criminosos colombianos em municípios como Japurá e São Gabriel da Cachoeira. Essas organizações, em parceria com facções locais, têm contribuído para o tráfico de drogas na região, aproveitando a extensão geográfica do estado e suas rotas estratégicas para o narcotráfico.

Atuação do Comando Vermelho, PCC e Piratas do Solimões

A atuação das facções criminosas Comando Vermelho, Primeiro Comando da Capital (PCC) e Piratas do Solimões tem se expandido significativamente em diversos municípios do Amazonas. De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Comando Vermelho está presente em 19 cidades de forma exclusiva, enquanto o PCC atua apenas em Coari. Já os Piratas do Solimões lideram as ações criminosas em três municípios do estado.

O estudo também aponta que o PCC tem perdido espaço no Amazonas, especialmente após o Comando Vermelho tomar controle da última área sob domínio da facção paulista em Manaus. Além disso, em municípios ao norte do estado, como Japurá e São Gabriel da Cachoeira, grupos criminosos colombianos como o Estado Maior Central e Ex-Farc Acácio Medina atuam em parceria com o Comando Vermelho, fornecendo drogas para o tráfico na região.

Por ser uma rota estratégica para o tráfico de entorpecentes, principalmente vindos da Colômbia e do Peru, o Amazonas tem sido alvo do Comando Vermelho, que busca controlar as rotas do narcotráfico que passam pelo estado. A Secretaria de Segurança Pública foi questionada sobre as medidas adotadas para combater essas organizações criminosas, mas até o momento não houve resposta.

Presença de grupos criminosos colombianos no estado

A presença de grupos criminosos colombianos no estado do Amazonas tem se tornado uma preocupação crescente para as autoridades locais. Em municípios como Japurá e São Gabriel da Cachoeira, ao norte do estado, essas organizações têm se estabelecido e atuado de forma significativa.

Em Japurá, por exemplo, o Estado Maior Central (EMC) é uma das facções colombianas que operam em parceria com o Comando Vermelho (CV), fornecendo maconha e cocaína para o tráfico de drogas na região. Já em São Gabriel da Cachoeira, a facção Ex-Farc Acácio Medina também tem marcado presença, contribuindo para a complexidade do cenário criminoso na região.

Segundo o estudo divulgado, a geografia do estado do Amazonas, com suas rotas fluviais extensas e de difícil acesso, tem se mostrado estratégica para que o CV garanta o controle sobre as rotas do narcotráfico. Isso inclui o tráfico de entorpecentes provenientes tanto da Colômbia quanto do Peru, o que torna o combate a essas organizações ainda mais desafiador para as autoridades de segurança pública.

A região do Alto Solimões como rota do tráfico internacional de drogas

A região do Alto Solimões, no Amazonas, tem se destacado como uma rota do tráfico internacional de drogas devido à sua localização estratégica e aos diversos rios que cortam a região. Com fronteira com a Colômbia e o Peru, essa área se tornou um ponto-chave para o transporte de entorpecentes, tornando-a alvo de facções criminosas que buscam dominar o mercado ilícito.

Os municípios de Japurá e São Gabriel da Cachoeira são exemplos claros dessa situação, com a presença de grupos criminosos colombianos como o Estado Maior Central (EMC) e a facção Ex-Farc Acácio Medina. Esses grupos atuam em parceria com o Comando Vermelho (CV), fornecendo maconha e cocaína para o tráfico de drogas na região, aproveitando as rotas fluviais e a extensa área do Amazonas para o transporte das substâncias ilícitas.

De acordo com o estudo sobre a violência na Amazônia, o Comando Vermelho (CV) tem buscado garantir o controle das rotas do narcotráfico que atravessam o estado do Amazonas, utilizando os rios, furos e igarapés como principais vias de transporte. Essa estratégia tem contribuído para o aumento da presença de facções criminosas na região, tornando o Alto Solimões um ponto crucial para o tráfico internacional de drogas.

Municípios sob pressão e vulnerabilidade social

A presença de facções criminosas em 25 municípios do Amazonas coloca essas regiões sob pressão e vulnerabilidade social. De acordo com o estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a atuação dessas organizações representa um desafio para a segurança pública e o bem-estar da população local.

Os municípios afetados enfrentam um cenário de aumento da criminalidade, tráfico de drogas e violência, impactando diretamente a qualidade de vida dos moradores. Além disso, a presença de facções pode gerar um clima de medo e insegurança, limitando a liberdade e o desenvolvimento das comunidades locais.

Diante desse contexto, é fundamental que medidas efetivas sejam adotadas para combater a atuação das facções criminosas e promover a segurança e o bem-estar dos cidadãos desses municípios. Ações integradas entre as forças de segurança, órgãos públicos e a sociedade civil são essenciais para enfrentar esse desafio e garantir um ambiente mais seguro e pacífico para todos.

Desafios e ações de combate às facções criminosas no Amazonas

O crescimento e a atuação das facções criminosas no Amazonas representam um desafio significativo para as autoridades locais. Com a presença de grupos como o Comando Vermelho (CV), Primeiro Comando da Capital (PCC) e Piratas do Solimões em diversos municípios, a segurança pública é colocada à prova.

As ações de combate às facções envolvem estratégias complexas, que vão desde o monitoramento e investigação das atividades criminosas até a implementação de políticas de prevenção e repressão. A parceria entre órgãos de segurança pública, como a Polícia Militar, Polícia Civil e Secretaria de Segurança Pública, é essencial para o enfrentamento eficaz dessas organizações.

Além disso, a integração com outros estados e países vizinhos, como Colômbia e Peru, é fundamental para combater o tráfico de drogas que alimenta o poder das facções no Amazonas. O fortalecimento das fronteiras e a cooperação internacional são estratégias importantes para interromper o fluxo de entorpecentes e enfraquecer as organizações criminosas.

Fonte: https://g1.globo.com

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