
Impacto das Eleições em mercados Globais
Este artigo aborda impacto das eleições em mercados globais de forma detalhada e completa, explorando os principais aspectos relacionados ao tema.
Eleições no Japão
As eleições no Japão, marcadas para 8 de fevereiro, estão entre as mais imprevisíveis dos últimos anos. Com a intenção de afrouxar os cordões da bolsa fiscal na nação mais endividada do mundo desenvolvido, a primeira-ministra Sanae Takaichi busca apoio para suas políticas fiscais expansionistas e reforçar a posição de seu governo de coalizão no Parlamento. No entanto, as últimas pesquisas indicam uma queda em sua taxa de aprovação, o que gera incertezas nos mercados.
Os investidores esperam que a pressão sobre os títulos japoneses continue, e há estimativas de que os rendimentos de 10 anos atinjam 3% este ano, em comparação com pouco mais de 2% atualmente. A instabilidade política no Japão pode impactar não apenas os mercados locais, mas também ter repercussões globais, especialmente em um cenário de incertezas geopolíticas e econômicas.
Com a imprevisibilidade das eleições japonesas e a possibilidade de mudanças significativas na política fiscal do país, os investidores estão atentos aos desdobramentos e se preparam para possíveis impactos nos mercados globais. A votação no Japão, juntamente com outras eleições importantes ao redor do mundo, contribui para um cenário de volatilidade e incerteza que pode influenciar diretamente os investimentos e decisões financeiras dos agentes econômicos.
Eleições na Colômbia
As eleições na Colômbia são um ponto de destaque para os mercados globais este ano. Com os colombianos votando até três vezes, a partir de março, para escolher novos parlamentares e um novo presidente para substituir Gustavo Petro, a expectativa é de mudanças significativas.
As ações colombianas superaram as de seus pares regionais no ano passado, mas os investidores em títulos esperam que a guinada à direita na América Latina também atinja a Colômbia, restaurando políticas econômicas ortodoxas. A possibilidade de um ajuste fiscal em caso de vitória da direita é uma das preocupações dos investidores.
Nicolas Jaquier, gestor de portfólio da Ninety One, destacou que uma vitória de Ivan Cepeda, da coalizão de Petro, poderia permitir mudanças estruturais no banco central e na Suprema Corte, removendo obstáculos que retardaram algumas das políticas de Petro. A Colômbia se torna, portanto, um país a ser observado de perto pelos mercados globais.
Eleições na Hungria
As eleições na Hungria, que ocorrerão em abril, representam uma oportunidade significativa para a oposição acabar com os 16 anos de mandato do primeiro-ministro Viktor Orbán. O partido de centro-direita Tisza lidera as pesquisas sobre o Fidesz, de direita, de Orbán, mas o resultado permanece incerto. As preocupações com o custo de vida estão em alta no país, e Orbán tem utilizado incentivos fiscais para acalmar as preocupações dos eleitores.
A agência de classificação de risco Fitch Ratings rebaixou a perspectiva de recomendação de crédito da Hungria para negativa no ano passado, citando projeções de finanças públicas significativamente pioradas que refletiam novas medidas antes das eleições. O partido Tisza prometeu reparar as relações com a União Europeia e desbloquear o financiamento, o que poderia mobilizar até 10 bilhões de euros, de acordo com estimativas de Luis E. Costa, do Citi.
Eleições no Reino Unido
As eleições no Reino Unido têm um impacto significativo nos mercados globais, especialmente devido à incerteza em torno do Brexit e das políticas econômicas futuras do país. Com a saída da União Europeia em janeiro de 2020, a escolha de um novo governo e a definição de suas políticas comerciais e fiscais são cruciais para investidores e empresas internacionais.
O Partido Conservador, liderado por Boris Johnson, obteve uma vitória esmagadora nas eleições gerais de dezembro de 2019, garantindo uma maioria parlamentar e um mandato claro para seguir adiante com o Brexit. Desde então, o governo tem buscado estabelecer acordos comerciais e definir sua posição global pós-Brexit, o que tem impacto direto nos mercados financeiros e de capitais.
Os investidores estão atentos às eleições futuras no Reino Unido, considerando como as políticas econômicas, comerciais e fiscais dos partidos em disputa podem influenciar o ambiente de negócios e as oportunidades de investimento. A estabilidade política e a previsibilidade das decisões do governo são fundamentais para manter a confiança dos mercados e garantir um crescimento econômico sustentável no país.
Eleições na Etiópia e Zâmbia
As eleições na Etiópia e Zâmbia são eventos políticos significativos que podem impactar os mercados globais. Na Etiópia, as eleições gerais estão marcadas para junho de 2021, após um adiamento devido à pandemia. Este será o primeiro teste eleitoral para o primeiro-ministro Abiy Ahmed, vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2019. A votação é vista como crucial para a estabilidade política e econômica do país, que enfrentou recentemente conflitos étnicos e políticos. Os investidores estarão de olho no resultado das eleições e nas possíveis implicações para o ambiente de negócios e investimentos na região.
Na Zâmbia, as eleições presidenciais e parlamentares estão programadas para agosto de 2021. O presidente Edgar Lungu, que está buscando a reeleição, enfrenta críticas por supostas violações dos direitos humanos e corrupção. A incerteza política em torno do resultado das eleições pode afetar a economia do país, que já enfrenta desafios financeiros, incluindo a crescente dívida pública e a queda nos preços das commodities. Os investidores internacionais estarão atentos às eleições na Zâmbia e às possíveis mudanças políticas e econômicas que podem resultar do pleito.
Eleições no Brasil
As eleições no Brasil também terão um impacto significativo nos mercados globais. Com a aproximação das eleições presidenciais de 2022, os investidores estão atentos às possíveis mudanças políticas e econômicas que podem ocorrer no país. O cenário político brasileiro tem sido marcado por uma polarização intensa, o que gera incertezas e volatilidade nos mercados financeiros.
Alguns analistas apontam que as eleições no Brasil podem influenciar não apenas a economia nacional, mas também ter reflexos em mercados internacionais. As políticas adotadas pelo próximo presidente do Brasil podem impactar investimentos estrangeiros, acordos comerciais e a confiança dos investidores no país. Portanto, as eleições brasileiras são acompanhadas de perto por agentes econômicos em todo o mundo.
Além disso, a eleição presidencial no Brasil também pode ter repercussões em áreas como meio ambiente, relações internacionais e políticas sociais. Questões como a preservação da Amazônia, parcerias comerciais com outros países e programas de assistência social estão em jogo nas eleições, o que pode influenciar as decisões de investidores e empresas ao redor do globo.
Fonte: https://www.infomoney.com.br






