
Queda no Varejo em Janeiro com Desaceleração da Renda
Este artigo aborda queda no varejo em janeiro com desaceleração da renda de forma detalhada e completa, explorando os principais aspectos relacionados ao tema.
Queda de 1,3% nas Vendas
O varejo brasileiro registrou uma queda de 1,3% nas vendas no mês de janeiro, de acordo com o Índice do Varejo Stone (IVS). Essa redução evidencia a desaceleração da atividade econômica no início do ano, com uma retração de 5,9% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O estudo revelou que, dos oito segmentos analisados, apenas o de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresentou crescimento, com alta de 1,4%, impulsionado pela deflação nos preços dos alimentos. Por outro lado, setores como artigos farmacêuticos e combustíveis, material de construção e móveis e eletrodomésticos registraram quedas significativas.
Apesar dos resultados positivos no mercado de trabalho, a renda e o consumo estão sendo impactados por um cenário financeiro restritivo, com juros elevados, crédito mais caro e alto nível de endividamento das famílias. Esses fatores limitam as novas compras e contribuem para a desaceleração do varejo no país.
Análise por Segmento
A análise por segmento do varejo brasileiro em janeiro revela um cenário de desaceleração generalizada, com queda nas vendas em praticamente todos os setores. De acordo com o Índice do Varejo Stone (IVS), divulgado recentemente, apenas o segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou alta de 1,4%, impulsionado pela deflação dos preços dos alimentos. Os demais setores apresentaram retração, com destaque para artigos farmacêuticos e combustíveis e lubrificantes (-5,6%); material de construção (-3,3%); livros, jornais, revistas e papelaria (-1,9%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,5%); e móveis e eletrodomésticos (-0,3%). O segmento de tecidos, vestuário e calçados foi o único a mostrar estabilidade nas vendas.
No acumulado do ano, todos os oito segmentos analisados também apresentaram retração, com quedas mais expressivas nos setores de combustíveis e lubrificantes (-15,1%); artigos farmacêuticos (-7,5%); tecidos, vestuário e calçados (-6,7%); livros, jornais, revistas e papelaria (-5,5%); material de construção (-4,7%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (-4,6%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-4,2%); e móveis e eletrodomésticos (-2,3%). Esses resultados refletem a desaceleração econômica e o impacto da crise financeira sobre o consumo.
Na análise por estado, apenas o Amapá registrou crescimento nas vendas, com um aumento de 2,9% na comparação anual. Por outro lado, estados como Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Amazonas, Santa Catarina, São Paulo, Distrito Federal, entre outros, apresentaram retração nas vendas, evidenciando um cenário de desaquecimento do varejo em diversas regiões do país. A pesquisa da Stone alerta para a necessidade de medidas que estimulem o consumo e impulsionem a atividade econômica, diante dos desafios enfrentados pelo setor varejista.
Moderação no Consumo
O cenário de desaceleração da atividade econômica refletiu diretamente no comportamento do consumidor em janeiro, com a queda de 1,3% no varejo brasileiro. Entre os oito segmentos analisados, apenas hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresentaram alta de 1,4%, impulsionados pela deflação da alimentação no domicílio.
Por outro lado, diversos setores registraram baixas significativas, como artigos farmacêuticos e combustíveis, material de construção, livros, jornais, revistas, papelaria, entre outros. A moderação no consumo ficou evidente diante de um ambiente financeiro restritivo, com juros elevados, crédito mais caro e alto nível de endividamento das famílias, limitando o espaço para novas compras.
Mesmo com resultados robustos no mercado de trabalho, a renda tem apresentado sinais de moderação. Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, destaca que o consumo segue pressionado por essas condições desfavoráveis. Com todos os oito segmentos analisados apresentando retração no comparativo anual, a tendência é de um cenário mais desafiador para o varejo nos próximos meses.
Acumulado do Ano
No acumulado do ano, todos os oito segmentos analisados no varejo brasileiro apresentaram retração. A maior queda foi observada em combustíveis e lubrificantes (-15,1%), seguido por artigos farmacêuticos (-7,5%), tecidos, vestuário e calçados (-6,7%), livros, jornais, revistas e papelaria (-5,5%), material de construção (-4,7%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-4,6%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-4,2%) e móveis e eletrodomésticos (-2,3%).
No comparativo anual, apenas um estado apresentou crescimento nas vendas: o Amapá, com 2,9%. Enquanto isso, diversos estados registraram retração significativa, com destaque para o Rio Grande do Sul (-10,2%), Rio Grande do Norte (-7,6%), Amazonas (-7,3%), Santa Catarina (-6,5%), São Paulo e Distrito Federal (-6,4%), Espírito Santo (-6,2%), Tocantins (-5,8%), Paraíba (-5,7%), Mato Grosso (-5,4%), entre outros.
O economista e pesquisador da Stone ressalta que mesmo estados que vinham apresentando resultados positivos em meses anteriores agora estão enfrentando queda nas vendas, evidenciando a desaceleração do varejo no país.
Resultados por Estado
No recorte regional, o varejo apresentou resultados diversos por estado. De acordo com o Índice do Varejo Stone, apenas o Amapá registrou crescimento nas vendas na comparação anual, com um avanço de 2,9%. Por outro lado, diversos estados tiveram retração nas vendas, com os piores resultados observados em regiões como Rio Grande do Sul (-10,2%), Rio Grande do Norte (-7,6%), Amazonas (-7,3%) e Santa Catarina (-6,5%).
Além disso, outros estados que também apresentaram queda significativa nas vendas incluem São Paulo e Distrito Federal (-6,4%), Espírito Santo (-6,2%), Tocantins (-5,8%), Paraíba (-5,7%), Mato Grosso (-5,4%), Ceará (-5,3%), Minas Gerais e Mato Grosso do Sul (-5,2%), Paraná (-4,9%), Acre (-4,8%), Bahia, Pernambuco e Sergipe (-4%), Goiás (-3,4%), Rondônia (-3,3%), Rio de Janeiro (-3,2%), Alagoas (-2,3%), Roraima (-1,1%), Piauí (-1%), Pará (-0,4%) e Maranhão (-0,1%).
O economista e pesquisador da Stone ressalta que mesmo estados que haviam apresentado desempenho positivo em meses anteriores passaram a registrar queda nas vendas, refletindo a desaceleração do varejo em nível regional.
Fonte: https://forbes.com.br






