
Consumo de peixe cresce 30% na Semana Santa
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Expectativas de crescimento no consumo de peixes
O consumo de peixes no Brasil apresenta uma expectativa de crescimento notável, com projeções indicando um aumento de cerca de 30% durante a Semana Santa. Essa elevação no consumo reflete não apenas a tradição da época, mas também uma mudança nos hábitos alimentares da população, que tem buscado opções mais saudáveis. Francisco Medeiros, presidente da Peixe BR, destaca que o setor entra em 2026 com um desempenho superior ao de anos anteriores, evidenciado por vendas aquecidas e estoques robustos já em janeiro. As empresas de piscicultura se prepararam para o aumento da demanda, realizando pedidos antecipados e reorganizando sua logística, o que garante uma oferta estável durante o período festivo.
Segundo Medeiros, a manutenção dos preços nas gôndolas é uma expectativa realista, com possibilidade de leve queda em comparação aos patamares dos últimos anos. Esse cenário é favorável tanto para os consumidores quanto para os comerciantes, que podem oferecer produtos de qualidade a preços competitivos. A tilápia, em particular, continua a ser o peixe mais consumido no país, com um consumo per capita que ainda é considerado baixo, mas que vem crescendo de forma consistente ao longo da última década. O aumento na aceitação do pescado saudável reflete uma mudança cultural em relação à alimentação.
A cadeia produtiva da piscicultura no Brasil, que se consolidou nos últimos dez anos, mostra sinais de amadurecimento e maior organização. Medeiros ressalta que, apesar dos desafios enfrentados em 2025, como o aumento das importações e tarifas internacionais, o setor conseguiu terminar o ano com crescimento nas exportações, especialmente para mercados como o Canadá. Com uma produção de quase um milhão de toneladas em 2024, o Brasil se destaca como o principal produtor de peixes nas Américas, com a tilápia liderando esse crescimento. Para o futuro, a expectativa é de que o consumo se mantenha firme, impulsionado por uma estrutura produtiva cada vez mais robusta.
Desempenho da tilápia no mercado brasileiro
A tilápia se consolidou como o peixe mais consumido no Brasil, apresentando um desempenho notável no mercado nacional. Com um consumo anual de 4 quilos por habitante, esse volume é considerado ainda baixo, mas o crescimento tem sido consistente, com um aumento médio de 10,3% ao ano nos últimos 11 anos. Francisco Medeiros, presidente da Peixe BR, destaca que a popularidade da tilápia se deve ao seu perfil leve e saudável, que se alinha com as tendências alimentares dos brasileiros, especialmente durante períodos de alta demanda como a Semana Santa.
O setor de piscicultura, que é relativamente novo dentro do agronegócio brasileiro, vem se organizando nos últimos dez anos. Essa organização tem permitido que os produtores estejam mais preparados para atender à demanda. Em 2024, a produção de tilápia alcançou 662.230 toneladas, um aumento expressivo de 14,36% em relação a 2023. Essa dinâmica positiva reflete não apenas a preferência dos consumidores, mas também um aprimoramento nas técnicas de cultivo e na logística de distribuição, que são essenciais para sustentar o crescimento do consumo.
Apesar dos desafios enfrentados em 2025, como o aumento das importações de filé de tilápia do Vietnã e medidas tarifárias dos Estados Unidos, o Brasil conseguiu encerrar o ano com um crescimento de 2% nas exportações, especialmente para mercados como o Canadá. As expectativas para 2026 são otimistas, com a previsão de que a demanda por tilápia continue firme, impulsionada por uma estrutura produtiva mais robusta e a capacidade de atender ao mercado interno e externo.
Desafios enfrentados pelo setor pesqueiro em 2025
Em 2025, o setor pesqueiro brasileiro enfrentou uma série de desafios que impactaram tanto a produção quanto a comercialização de pescados. Entre os principais obstáculos, destaca-se o aumento das importações de filé de tilápia provenientes do Vietnã, que pressionou o mercado interno e gerou preocupações sobre a competitividade dos produtores locais. As tarifas impostas pelos Estados Unidos também complicaram a situação, exigindo que os empresários se adaptassem rapidamente a um cenário de exportação mais desafiador.
Apesar das dificuldades, o setor conseguiu registrar um crescimento modesto de 2% nas exportações, com destaque para o aumento das vendas para o Canadá e a abertura de novos mercados. Essa resiliência reflete um esforço contínuo dos produtores em diversificar seus canais de distribuição e fortalecer a presença internacional do pescado brasileiro. Os investimentos em infraestrutura e logística tornaram-se essenciais para manter a competitividade, especialmente em um contexto de preços voláteis e demandas variadas.
Além disso, a produção de peixes de cultivo no Brasil atingiu 968,745 mil toneladas em 2024, consolidando o país como o principal produtor nas Américas. A tilápia, em particular, continuou a ser a estrela do setor, com um aumento significativo na produção. No entanto, os desafios enfrentados em 2025 evidenciam a necessidade de uma estratégia mais robusta que garanta não apenas o crescimento das exportações, mas também a sustentabilidade e o fortalecimento da cadeia produtiva local.
Crescimento da produção de peixes de cultivo
O crescimento da produção de peixes de cultivo no Brasil tem se mostrado robusto, especialmente no que diz respeito à tilápia, que continua a ser o peixe mais consumido no país. Em 2024, a produção totalizou 968,745 mil toneladas, consolidando o Brasil como o principal produtor de peixes na América Latina. O aumento da produção de tilápia foi notável, com 662.230 toneladas, representando um crescimento de 14,36% em relação ao ano anterior. Esse avanço é impulsionado pela demanda crescente por produtos de origem aquática, especialmente durante períodos de alta como a Semana Santa.
As empresas do setor têm se preparado para atender à demanda, com um planejamento logístico mais eficiente e pedidos antecipados, o que tem contribuído para a manutenção da oferta. Francisco Medeiros, presidente da Peixe BR, destaca que a organização da cadeia produtiva tem permitido que as empresas ingressem no novo ano com estoques robustos e uma estrutura capaz de sustentar o aumento no consumo. Essa preparação é fundamental, especialmente em um cenário onde o consumo de peixes cresce anualmente, refletindo uma mudança nas preferências alimentares dos brasileiros.
Além disso, o setor enfrenta desafios, como a concorrência com importações de filé de tilápia do Vietnã e tarifas impostas por mercados externos. Contudo, a resiliência da produção local é evidente, com um crescimento de 2% nas exportações em 2025, especialmente para o mercado canadense. A expectativa para este ano é de que, apesar das dificuldades, a demanda firme e a estrutura produtiva aprimorada propiciem um ambiente favorável para um novo crescimento, tanto no consumo interno quanto nas exportações.
Perspectivas futuras para o setor de piscicultura
As perspectivas futuras para o setor de piscicultura no Brasil são otimistas, com a previsão de crescimento sustentado na produção e no consumo de peixes, especialmente a tilápia. Com um aumento médio de 10,3% ao ano na demanda pelos últimos 11 anos, o setor se mostra resiliente e em expansão. Francisco Medeiros, presidente da Peixe BR, destaca que a organização logística e os pedidos antecipados de empresas produtoras são fundamentais para atender à crescente demanda, especialmente durante períodos de pico como a Semana Santa. A manutenção de preços estáveis e, em alguns casos, a redução dos mesmos, também contribuem para estimular o consumo, tornando o peixe uma opção acessível para a população.
Além disso, a diversificação de mercados e a ampliação das exportações são fatores que podem impulsionar ainda mais o setor. Apesar das dificuldades enfrentadas em 2025, como o aumento das importações e tarifas nos Estados Unidos, o Brasil conseguiu fechar o ano com um crescimento de 2% nas exportações, evidenciando a competitividade da piscicultura brasileira, especialmente em mercados como o canadense. A produção de tilápia, que já representa mais de 662 mil toneladas, é um dos principais motores desse desenvolvimento, e a expectativa é que o consumo interno continue a crescer à medida que os brasileiros se tornam mais conscientes dos benefícios nutricionais do pescado.
Por fim, a evolução da cadeia produtiva nos últimos dez anos, que se caracteriza por uma crescente organização e profissionalização, promete fortalecer a sustentabilidade do setor. A introdução de práticas mais eficientes e sustentáveis, aliadas ao aumento da conscientização sobre alimentação saudável, poderá atrair novos consumidores e aumentar a participação do pescado na dieta brasileira. Com essa trajetória ascendente, a piscicultura se posiciona como um setor estratégico dentro do agronegócio nacional, com potencial para contribuir significativamente para a segurança alimentar e a economia do país.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br






