Familares de presos políticos em greve de fome em Caracas

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Contexto da greve de fome

A greve de fome iniciada por familiares de presos políticos em Caracas se insere em um contexto de crescente tensão e descontentamento social na Venezuela. Desde a última sexta-feira, dez mulheres, todas parentes de detidos, estão acampadas em frente a uma unidade policial, exigindo a libertação de seus familiares. A medida extrema foi impulsionada pela promessa não cumprida do presidente do parlamento, Jorge Rodríguez, que havia garantido, em fevereiro, que todos os detidos seriam liberados assim que a lei de anistia fosse aprovada. A insatisfação é palpável, especialmente após a liberação de apenas 17 detidos no último sábado, que não atende às expectativas dos manifestantes.

As mulheres, com idades entre 23 e 46 anos, enfrentam condições adversas, incluindo a falta de apoio médico, evidenciada pelo desmaio de uma delas durante a greve. A situação é ainda mais crítica devido à recusa da polícia em permitir a entrada de soro para os presos que também aderiram à greve de fome, aumentando o risco à saúde de todos os envolvidos. A Organização Não-Governamental (ONG) Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos tem sido uma voz ativa, alertando sobre os perigos que essas mulheres enfrentam e denunciando a indiferença do Estado.

Além da greve de fome, o clima político na Venezuela está marcado por uma série de promessas de anistia que não se concretizam, criando um ambiente de desconfiança entre as famílias dos detidos e o governo. As manifestantes utilizam faixas e cartazes para expressar suas demandas, enquanto a ONG monitora a situação, ressaltando que a luta por justiça e liberdade continua em meio a um cenário de repressão e violação de direitos humanos.

Condições das manifestantes

As condições das manifestantes em greve de fome em Caracas são alarmantes. Desde o início da ação, há 96 horas, as dez mulheres, que lutam pela libertação de seus familiares presos políticos, enfrentam não apenas a fome, mas também a falta de assistência médica. Uma das participantes desmaiou e precisou ser levada a um hospital em um táxi, devido à escassez de ambulâncias. Esse episódio evidencia a precariedade do sistema de saúde venezuelano, que já enfrenta sérias dificuldades em atender a população em situação de emergência.

Além dos problemas de saúde, as manifestantes estão expostas a condições adversas nas ruas de Caracas. Elas se acomodam sobre colchões, em um espaço aberto, sem a proteção adequada contra as intempéries. A indignação pelo tratamento recebido pelos detidos e a falta de respostas do governo aumenta a pressão emocional e física sobre essas mulheres, que se tornaram a voz de um clamor por justiça e dignidade. A ONG Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos destaca a gravidade da situação ao alertar sobre o risco à integridade física e psicológica das manifestantes e dos presos que também se encontram em greve de fome.

As manifestantes, com idades que variam entre 23 e 46 anos, têm se mantido firmes em seu propósito, apesar das adversidades. O ato de protesto é marcado por uma faixa que exige 'Liberdade para todos' e um quadro que acompanha o tempo de greve. Essa resistência não apenas chama a atenção para a luta por justiça, mas também evidencia o papel das mulheres na luta política e social na Venezuela, onde a opressão e a repressão se tornaram parte do cotidiano. O apoio da comunidade e a visibilidade da causa são essenciais para que suas vozes sejam ouvidas.

Demandas das famílias

As famílias dos presos políticos em Caracas apresentam demandas claras e urgentes em meio à greve de fome que já dura mais de 96 horas. Elas exigem a libertação imediata de seus entes queridos, que, segundo elas, estão sendo mantidos em condições desumanas e sem justificativas legais. O grupo de mulheres, composto por mães, esposas e irmãs de detidos, destaca que a greve de fome é um apelo desesperado por justiça e dignidade, em um contexto em que a indiferença do Estado em relação à situação dos presos se torna cada vez mais alarmante.

As manifestantes denunciam também o descumprimento de promessas feitas pelo presidente do parlamento, Jorge Rodríguez, que se comprometeu a garantir a libertação de todos os presos assim que a lei de anistia fosse aprovada. A expectativa de que essa lei pudesse ser um caminho para a liberdade se tornou motivo de frustração, uma vez que a realidade dos detidos permanece inalterada. Além disso, as mulheres relatam a falta de assistência médica adequada e o bloqueio da entrada de soro para os presos, o que agrava ainda mais a situação de vulnerabilidade em que se encontram.

A greve de fome, que conta com o apoio de organizações não governamentais, também visa chamar a atenção da comunidade internacional para a grave crise dos direitos humanos na Venezuela. Enquanto a luta por liberdade e justiça se intensifica, as familiares de presos políticos continuam firmes em sua reivindicação, utilizando a greve como uma forma de resistência e uma maneira de dar visibilidade a uma situação que, segundo elas, precisa ser urgentemente abordada pelas autoridades e pela sociedade.

Reação do governo e autoridades

A reação do governo venezuelano à greve de fome promovida por familiares de presos políticos em Caracas tem sido marcada pela indiferença e pela falta de diálogo. Enquanto as dez mulheres se mantêm em protesto, completando 96 horas sem se alimentar, a administração de Nicolás Maduro não se manifestou oficialmente sobre o assunto. A situação se agrava com relatos de que uma das manifestantes desmaiou e foi levada a um hospital devido à ausência de ambulâncias, o que evidencia a precariedade do sistema de saúde no país. As autoridades locais, por sua vez, têm evitado dar explicações sobre a situação dos presos e sobre as condições em que estão detidos, o que tem gerado ainda mais tensão entre os familiares e o governo.

A Organização não-governamental (ONG) Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos denunciou que os policiais da Polícia Nacional Bolivariana estão impedindo a entrada de soro para os detidos, que também estão em greve de fome. Essa falta de assistência médica coloca em risco a vida dos presos e das mulheres que protestam em busca de liberdade. A ONG também criticou a promessa não cumprida do presidente do parlamento, Jorge Rodríguez, que havia garantido a libertação de todos os presos políticos com a aprovação da lei de anistia, criando expectativas que não foram atendidas até o momento.

Além disso, a situação política na Venezuela é complexa e está em constante mutação. Com a recente libertação de 17 detidos, o governo tenta dar uma resposta à pressão interna e externa, mas a insatisfação continua a crescer entre as famílias dos presos políticos. A presidente do parlamento, Delcy Rodríguez, mencionou que este é um 'novo momento político', mas as ações concretas ainda não refletem essa mudança, deixando as famílias em um estado de incerteza e desespero.

Impacto da greve e resposta da sociedade

A greve de fome realizada por familiares de presos políticos em Caracas tem gerado um impacto significativo tanto na sociedade venezuelana quanto na comunidade internacional. As dez mulheres, que já estão há 96 horas em protesto, exigem a libertação de seus entes queridos detidos sob acusações consideradas injustas. O ato extremo de resistência não apenas chama a atenção para a situação dos presos políticos, mas também destaca a indiferença do governo em relação à demanda de direitos humanos, evidenciada pela falta de respostas e apoio às manifestantes.

O ativista Diego Casanova, da ONG Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos, relatou que a greve já resultou em complicações de saúde para as participantes, revelando o nível de desespero e determinação que as mulheres demonstram. A recusa da Polícia Nacional Bolivariana em permitir a entrada de soro para os detidos agrava ainda mais a situação, colocando em risco a vida não apenas das manifestantes, mas também dos presos que continuam a greve dentro da delegacia, conhecida como Zona 7.

A repercussão da greve de fome nas redes sociais e nas mídias tradicionais tem gerado um movimento de solidariedade, com diversas organizações e ativistas pedindo a libertação dos presos e denunciando as violações de direitos humanos na Venezuela. A situação é ainda mais crítica em um contexto político volátil, onde a promessa de anistia feita pelo presidente do parlamento, Jorge Rodríguez, não se concretizou, levando as famílias a buscarem medidas extremas para serem ouvidas e exigirem mudanças.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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