
Brasil capta US$ 4,5 bilhões em títulos no mercado internacional
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Emissão de títulos soberanos em 2026
O Tesouro Nacional realizou a primeira emissão de títulos soberanos no mercado internacional em 2026, movimentando US$ 4,5 bilhões. A operação ocorreu nos Estados Unidos e incluiu a emissão de um novo título de dez anos, chamado Global 2036, e a reabertura do título Global 2056, com 30 anos de prazo.
O Global 2036, com vencimento em 22 de maio de 2036, foi emitido no valor de US$ 3,5 bilhões, estabelecendo um volume recorde para papéis de dez anos do Tesouro Nacional. Os juros desse título foram de 6,4% ao ano, com um cupom de 6,25% a ser pago semestralmente. O spread foi de 220 pontos-base acima do título do Tesouro dos Estados Unidos, refletindo o risco dos papéis brasileiros no exterior.
Além disso, o Brasil captou US$ 1 bilhão com o Global 2056, que pagará juros de 7,3% ao ano, cupom de 7,25% ao ano e spread de 245 pontos-base. A demanda pela operação foi 2,7 vezes superior ao volume ofertado, atingindo aproximadamente US$ 12 bilhões. Os resultados demonstram a confiança dos investidores na dívida soberana brasileira e a credibilidade do país no mercado internacional.
Detalhes do Global 2036
O Tesouro Nacional realizou a emissão do novo título soberano chamado Global 2036, durante a operação nos Estados Unidos, que movimentou US$ 4,5 bilhões. O Global 2036 tem vencimento em 22 de maio de 2036 e foi emitido no valor de US$ 3,5 bilhões, estabelecendo um volume recorde para os papéis de dez anos do Tesouro Nacional. Os juros desse título são de 6,4% ao ano, com um cupom de 6,25% a ser pago semestralmente, em maio e novembro.
Em comparação com a emissão anterior de títulos de dez anos, os juros do Global 2036 foram maiores, com um spread de 220 pontos-base acima do título do Tesouro dos Estados Unidos. Tanto os juros quanto o spread são indicadores de risco dos papéis brasileiros no mercado internacional. Juros mais baixos e spreads menores indicam menor risco de inadimplência do país em sua dívida pública externa.
A demanda pelo Global 2036 foi significativa, alcançando cerca de US$ 12 bilhões, o que representa 2,7 vezes o volume ofertado. Este é o maior montante captado para títulos internacionais de dez anos desde o início das emissões no exterior pelo governo brasileiro. Os resultados positivos da operação refletem a confiança dos investidores na solidez e atratividade da dívida soberana brasileira, demonstrando uma percepção favorável do mercado internacional em relação à credibilidade do país.
Detalhes do Global 2056
O Brasil captou US$ 1 bilhão com o título Global 2056, que tem vencimento em 12 de janeiro de 2056. Este título pagará juros de 7,3% ao ano, com um cupom de 7,25% ao ano e um spread de 245 pontos-base (2,45 pontos percentuais) sobre os papéis de 30 anos do Tesouro estadunidense.
O spread alcançado foi o mais baixo para um título brasileiro de 30 anos no mercado internacional desde julho de 2014, demonstrando a confiança dos investidores na dívida soberana brasileira. Em comparação com a emissão anterior do Global 2056, tanto os juros como o spread apresentaram queda, o que mostra a atratividade do título.
A demanda pelo Global 2056 foi alta, atingindo cerca de US$ 12 bilhões no livro de ordens, o que representa 2,7 vezes o volume ofertado. Este resultado reforça a percepção favorável do mercado internacional em relação à credibilidade do país, evidenciando a robustez e atratividade da dívida soberana brasileira.
Demanda e confiança dos investidores
A recente captação de US$ 4,5 bilhões em títulos no mercado internacional pelo Brasil evidencia não apenas a busca por recursos financeiros, mas também a confiança dos investidores na economia brasileira. Com uma demanda 2,7 vezes superior ao volume ofertado, o sucesso da operação reflete a atratividade da dívida soberana do país.
Os juros pagos pelos títulos emitidos, como o Global 2036 e o Global 2056, demonstram a disposição dos investidores em assumir riscos associados aos papéis brasileiros no exterior. Apesar de terem sido maiores que na emissão anterior, os juros de 6,4% ao ano para o Global 2036 e 7,3% ao ano para o Global 2056 mostram que os investidores estão confiantes na capacidade de pagamento do Brasil.
Além disso, o fato de o spread dos títulos brasileiros ter sido menor do que em emissões anteriores também indica uma percepção mais favorável do mercado internacional em relação à credibilidade do país. Com os recursos captados sendo incorporados às reservas internacionais do Brasil, a operação coordenada por bancos como HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo reforça a confiança dos investidores na robustez da economia brasileira.






