
Como agir em caso de convulsão: o que fazer e o que não fazer
Este artigo aborda como agir em caso de convulsão: o que fazer e o que não fazer de forma detalhada e completa, explorando os principais aspectos relacionados ao tema.
Convulsão: o que é e suas causas
As convulsões ocorrem devido a uma interrupção na atividade cerebral normal. O cérebro funciona com a comunicação ordenada e coordenada dos impulsos elétricos, que permitem a interação com a medula espinhal, nervos, músculos e outras partes do cérebro. Quando essa atividade é interrompida, ocorre uma convulsão. Segundo o Manual MSD, aproximadamente 2% dos adultos experimentam uma convulsão em algum momento de suas vidas.
O neurocirurgião Fernando Gomes explicou que situações extremas, como privação de sono ou alimentação, podem desencadear impulsos elétricos anormais no cérebro, resultando em uma convulsão. Esses eventos levam a uma 'tempestade elétrica' no órgão, manifestando-se fisicamente com movimentos involuntários dos membros e perda de consciência.
É importante lembrar que, em caso de convulsão, a maioria delas dura menos de dois minutos e cessa por conta própria. Para ajudar alguém durante uma crise, é recomendado afastar objetos pontiagudos, apoiar a cabeça da pessoa para evitar traumas e observar o tempo da crise para informar os profissionais de saúde. Após os tremores cessarem, é importante virar a vítima de lado, evitar oferecer água, comida ou medicação e chamar ajuda médica se necessário.
Como ajudar alguém em convulsão
Quando alguém está sofrendo uma convulsão, é importante agir de forma rápida e correta para garantir a segurança da pessoa em crise. A maioria das convulsões dura menos de dois minutos e para sozinha, mas é fundamental saber como ajudar durante esse período.
Para auxiliar alguém em convulsão, é essencial afastar móveis e objetos pontiagudos que possam machucar a pessoa. Apoie a cabeça da pessoa em crise para evitar traumas e observe o tempo da crise para informar a equipe médica. Após os tremores cessarem, vire a vítima de lado para evitar engasgos caso ela vomite e deixe-a descansar até recuperar totalmente a consciência.
É importante ressaltar o que NÃO fazer durante uma convulsão. Não tente puxar a língua do paciente ou colocar os dedos na boca, pois isso pode causar lesões na cavidade oral. Além disso, não ofereça água, comida ou medicação durante a crise. Se a convulsão durar mais de cinco minutos, se houver várias crises seguidas, se for a primeira vez que ocorre ou se a pessoa se machucar, chame imediatamente o resgate médico para uma avaliação adequada.
O que não fazer durante uma convulsão
Durante uma convulsão, existem algumas atitudes que devem ser evitadas a todo custo para garantir a segurança e o bem-estar da pessoa em crise. Uma das principais recomendações dos especialistas é não tentar puxar a língua do paciente ou colocar o dedo na boca. Essas ações podem não só ser ineficazes como também causar lesões na cavidade oral do paciente ou de quem está tentando ajudar.
Outro ponto importante é não oferecer água, comida ou medicação durante uma convulsão. É fundamental manter a calma e agir de forma segura, evitando qualquer ação que possa prejudicar a pessoa em crise. Além disso, é crucial chamar o resgate médico caso a convulsão dure mais de cinco minutos, ocorram várias crises seguidas, seja a primeira vez que a pessoa tem uma convulsão ou se ela se machucar durante o episódio.
Em situações de emergência como uma convulsão, seguir as orientações corretas pode fazer toda a diferença para garantir a segurança e o bem-estar da pessoa em crise. Evitar ações inadequadas e buscar ajuda médica especializada são medidas essenciais para lidar com esse tipo de situação de forma eficaz.
Fatores que podem desencadear uma crise convulsiva
Existem diversos fatores que podem desencadear uma crise convulsiva, sendo importante compreender quais são esses gatilhos para prevenir ou lidar com a situação da melhor forma possível.
Segundo o neurocirurgião Fernando Gomes, situações extremas como privação de sono ou de alimentação podem desencadear impulsos elétricos anormais no cérebro, levando a uma convulsão. Essa interrupção na atividade cerebral pode resultar em uma verdadeira tempestade elétrica no órgão, levando a manifestações físicas como movimentos involuntários dos membros e perda de consciência.
Além disso, outros fatores como distúrbios metabólicos, alterações na pressão intracraniana, uso de drogas, febre alta, traumatismos cranianos, entre outros, também podem desencadear crises convulsivas em indivíduos predispostos.
Como lidar com a vítima após a convulsão
Após uma convulsão, é fundamental saber como lidar com a vítima de forma adequada. Primeiramente, é importante manter a calma e agir de maneira segura para garantir o bem-estar da pessoa que teve a crise.
Após a convulsão, a vítima provavelmente estará confusa e sonolenta. Nesse momento, é essencial afastar móveis e objetos pontiagudos ao redor, para evitar possíveis lesões. Além disso, é recomendado apoiar a cabeça da pessoa em crise para proteger contra traumas na região da cabeça.
É fundamental observar o tempo da crise, pois isso é uma informação importante a ser repassada à equipe médica. Normalmente, as convulsões duram menos de dois minutos e cessam por si só. Após os tremores pararem, vire a vítima de lado para prevenir engasgos, caso ocorra vômito, e deixe-a descansar até que recupere totalmente a consciência.
Importância de chamar ajuda médica em casos específicos
Em casos de convulsão, é de extrema importância chamar ajuda médica em situações específicas. Quando a convulsão dura mais de cinco minutos, ocorrem várias crises seguidas, é a primeira vez que a pessoa tem uma convulsão ou se ela se machucou durante o episódio, é fundamental acionar o resgate médico imediatamente.
A intervenção médica é crucial nessas circunstâncias, pois um profissional de saúde qualificado poderá avaliar a situação, fornecer o tratamento adequado e garantir a segurança da pessoa em convulsão. Além disso, em casos mais graves, a assistência médica imediata pode prevenir complicações e salvar vidas.
Portanto, ao presenciar uma convulsão que se enquadre em alguma das situações mencionadas, é fundamental não hesitar em chamar ajuda médica. A rápida resposta e o atendimento especializado podem fazer toda a diferença na recuperação e no bem-estar da pessoa afetada.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br






