Decisão do Copom sobre a Taxa Selic em meio à inflação e incertezas

Este artigo aborda decisão do copom sobre a taxa selic em meio à inflação e incertezas de forma detalhada e completa, explorando os principais aspectos relacionados ao tema.

Cenário econômico atual e expectativas para a manutenção da Selic

Com a inflação desacelerando, mas alguns preços, como o de serviços, pressionados, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) faz nesta quarta-feira (28) a primeira reunião do ano. Mesmo com a queda recente do dólar, os analistas de mercado acreditam na manutenção da taxa no maior nível em quase 20 anos.

Atualmente em 15% ao ano, a Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho do ano passado, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro últimas reuniões.

Na ata da última reunião, em dezembro, o Copom informou que a Selic será mantida em 15% ao ano por tempo prolongado para garantir a convergência da inflação à meta, sem indicar quando começaria a baixar os juros. Segundo a ata do Copom, o cenário atual continua marcado por elevada incerteza, o que exige cautela na condução da política monetária. No cenário interno, alguns preços, como o de serviços, continuam a pressionar a inflação, apesar da desaceleração da economia.

Inflação

O comportamento da inflação continua uma incógnita. Prévia da inflação oficial, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) ficou em apenas 0,2% em outubro e acumula 4,5% em 12 meses, tendo voltado para o teto da meta. O IPCA cheio de novembro só será divulgado nesta quarta.

Segundo o último boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras feita pelo BC, a estimativa de inflação para 2025 caiu para 4,4%, contra 4,55% há quatro semanas. Isso representa inflação pouco abaixo do teto da meta contínua estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3%, podendo chegar a 4,5% por causa do intervalo de tolerância de 1,5 ponto.

Taxa Selic

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a Selic próxima à meta estabelecida.

Inflação e pressões nos preços de serviços

Com a inflação desacelerando, mas alguns preços, como o de serviços, pressionados, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) faz nesta quarta-feira (28) a primeira reunião do ano. Mesmo com a queda recente do dólar, os analistas de mercado acreditam na manutenção da taxa no maior nível em quase 20 anos.

Atualmente em 15% ao ano, a Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho do ano passado, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro últimas reuniões.

O comportamento da inflação continua uma incógnita. Prévia da inflação oficial, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) ficou em apenas 0,2% em outubro e acumula 4,5% em 12 meses, tendo voltado para o teto da meta. O IPCA cheio de novembro só será divulgado nesta quarta.

Impactos da Selic na economia e no controle da inflação

A taxa Selic desempenha um papel crucial na economia brasileira, influenciando diretamente o controle da inflação. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) decide aumentar a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, reduzir o consumo e os investimentos, o que, por sua vez, pode ajudar a controlar a inflação. Por outro lado, quando a Selic é reduzida, estimula o consumo e os investimentos, buscando aquecer a economia e estimular o crescimento.

Além disso, a taxa Selic serve como referência para as demais taxas de juros praticadas no mercado, influenciando diretamente o custo do crédito para empresas e consumidores. Taxas mais altas tendem a encarecer o crédito, desestimulando o consumo e os investimentos. Por outro lado, taxas mais baixas podem incentivar o endividamento e impulsionar a atividade econômica.

Dessa forma, a decisão do Copom sobre a taxa Selic tem impacto direto na economia como um todo, podendo afetar o nível de atividade, o consumo, os investimentos e, consequentemente, o controle da inflação. É importante observar como a evolução da Selic se reflete nos indicadores econômicos e como o Banco Central busca equilibrar a manutenção da estabilidade de preços com o estímulo ao crescimento econômico.

Meta contínua de inflação e intervalo de tolerância

A meta contínua de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, podendo chegar a 4,5% devido ao intervalo de tolerância de 1,5 ponto. Isso significa que a inflação deve se manter próxima da meta estabelecida, mas pode variar dentro desse intervalo sem que haja necessidade de ação imediata para corrigir possíveis desvios.

Essa faixa de tolerância dá ao Banco Central (BC) uma margem de flexibilidade para lidar com os movimentos da inflação sem a necessidade de ajustes frequentes na taxa básica de juros, a Selic. Dessa forma, o BC pode adotar uma postura mais gradual na condução da política monetária, levando em consideração não apenas a inflação atual, mas também as perspectivas econômicas futuras.

É importante ressaltar que a manutenção da inflação dentro da meta contínua é fundamental para o bom funcionamento da economia. Uma inflação controlada contribui para a estabilidade dos preços, o crescimento sustentável e a manutenção do poder de compra da população, fatores essenciais para o desenvolvimento econômico do país.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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