
Entenda as liquidações do Banco Master e da Reag
Este artigo aborda entenda as liquidações do banco master e da reag de forma detalhada e completa, explorando os principais aspectos relacionados ao tema.
Como funcionava o esquema financeiro
O esquema financeiro do Banco Master e da Reag era complexo e envolvia diferentes estratégias para desviar recursos e ocultar prejuízos. Entre 2023 e 2024, o Master teria desviado cerca de R$ 11,5 bilhões por meio de triangulações financeiras. O banco emprestava recursos a empresas supostamente laranja, que aplicavam o dinheiro em fundos da gestora Reag Investimentos. Esses fundos compravam ativos de baixo ou nenhum valor real, como certificados do extinto Banco Estadual de Santa Catarina (Besc), por preços inflados. O Banco Central identificou seis fundos da Reag suspeitos, com patrimônio conjunto de R$ 102,4 bilhões, onde o dinheiro circulava entre fundos ligados aos mesmos intermediários até chegar aos beneficiários finais.
Além disso, o esquema incluía uma estrutura de pirâmide financeira. Para adiar a inadimplência, o banco concedia empréstimos com carência de até cinco anos e utilizava novos Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) para pagar investidores antigos, caracterizando um esquema Ponzi. O Banco Master chegou a oferecer CDBs com rentabilidade de até 140% da taxa do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), um nível considerado insustentável. Com as primeiras suspeitas sobre a credibilidade do banco em 2024, a captação secou e o caixa entrou em colapso.
Além disso, em busca de liquidez, o Banco Master simulou a compra de uma carteira de crédito de R$ 6 bilhões da empresa Tirreno. No entanto, essa operação existia apenas contabilmente, sem pagamento ou crédito real, evidenciando a tentativa desesperada da instituição de manter as aparências e esconder a verdadeira situação financeira precária.
Esquema de pirâmide
O esquema de pirâmide montado pelo Banco Master e pela gestora Reag revelou uma engenharia financeira complexa. Entre 2023 e 2024, o banco desviou cerca de R$ 11,5 bilhões através de triangulações, emprestando recursos a empresas supostamente laranja que aplicavam o dinheiro em fundos da Reag Investimentos. Estes fundos, por sua vez, compravam ativos sem valor real, como certificados do extinto Banco Estadual de Santa Catarina, por preços inflados. O Banco Central identificou seis fundos suspeitos da Reag, com patrimônio conjunto de R$ 102,4 bilhões, em um esquema que envolvia a circulação do dinheiro entre fundos ligados aos mesmos intermediários até chegar aos beneficiários finais.
Além disso, o Banco Master utilizava um esquema de pirâmide para adiar a inadimplência. Concedia empréstimos com carência de até cinco anos e usava novos CDBs para pagar investidores antigos, caracterizando um esquema Ponzi (pirâmide financeira). Oferecia CDBs com rentabilidade de até 140% da taxa do CDI, um nível insustentável. Com as primeiras suspeitas sobre a credibilidade do banco em 2024, a captação secou e o caixa entrou em colapso.
Em busca de liquidez, o Banco Master simulou a compra de uma carteira de crédito de R$ 6 bilhões da empresa Tirreno. No entanto, a operação existia apenas contabilmente, sem pagamento ou crédito efetivo, evidenciando a fragilidade e falta de transparência nas operações da instituição.
Venda de carteira ao BRB
Para tentar resolver a crise de liquidez, o Banco Master simulou a venda de uma carteira de crédito de R$ 6 bilhões para a empresa Tirreno. No entanto, essa operação só existia contabilmente, sem que tenha havido efetivamente um pagamento ou transferência de créditos. Essa estratégia era uma tentativa desesperada do banco de aparentar uma situação financeira mais saudável do que realmente estava.
Com o colapso iminente do Banco Master, a venda da carteira ao Banco de Brasília (BRB) foi uma das últimas tentativas de tentar recuperar algum valor para os investidores. No entanto, essa operação acabou sendo mais uma manobra contábil do que uma solução real para os problemas financeiros enfrentados pela instituição. Essa venda de carteira é mais um capítulo da complexa trama que envolve as liquidações do Banco Master e da Reag.
Intervenção e liquidação
A intervenção e a liquidação do Banco Master e da Reag revelaram um dos episódios mais graves do sistema financeiro brasileiro. O Banco Central decretou a liquidação do Banco Master em novembro de 2025, após suspeitas de fraudes bilionárias e uso de fundos de investimento para ocultar prejuízos. Por outro lado, a gestora de investimentos Reag teve sua liquidação decretada na quinta-feira (15), em um caso que envolveu tentativas de socorro via banco público e tensões entre o STF, TCU, BC e PF.
O Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, cresceu rapidamente ao oferecer CDBs com rentabilidade acima da média do mercado. Para sustentar o modelo, o banco assumiu riscos excessivos e estruturou operações que inflavam seu balanço, enquanto a liquidez real se deteriorava. As investigações da PF e os relatórios do BC mostram que o colapso não foi apenas financeiro, mas também institucional, com conexões com a Reag Investimentos e tentativas de venda ao BRB.
Entre 2023 e 2024, o Master teria desviado cerca de R$ 11,5 bilhões por meio de triangulações, em um esquema de empréstimos a empresas laranja que aplicavam o dinheiro em fundos da Reag Investimentos. O banco concedia empréstimos com carência de até cinco anos para adiar a inadimplência e usava novos CDBs para pagar investidores antigos, caracterizando um esquema de pirâmide. A busca por liquidez levou o Master a simular a compra de uma carteira de crédito de R$ 6 bilhões da empresa Tirreno, operação que existia apenas contabilmente.
Papel da Reag Investimentos
A Reag Investimentos teve um papel fundamental no esquema financeiro que culminou na liquidação do Banco Master. Entre 2023 e 2024, o banco desviou cerca de R$ 11,5 bilhões por meio de triangulações, emprestando recursos a empresas laranja que aplicavam o dinheiro em fundos da gestora. Esses fundos, por sua vez, compravam ativos sem valor real, como certificados do extinto Banco Estadual de Santa Catarina, por preços inflados.
As investigações apontaram a existência de seis fundos da Reag Investimentos suspeitos, com um patrimônio conjunto de R$ 102,4 bilhões. O dinheiro circulava entre esses fundos ligados aos mesmos intermediários até chegar aos beneficiários finais, evidenciando a participação ativa da gestora no esquema fraudulento.
Além disso, a Reag Investimentos estava envolvida no esquema de pirâmide montado pelo Banco Master. O banco concedia empréstimos com carência de até cinco anos, usando novos Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) para pagar investidores antigos, caracterizando um esquema Ponzi. Com a secagem da captação de recursos em 2024, a liquidez do banco entrou em colapso, revelando a fragilidade do modelo impulsionado pela Reag.
Tensão entre órgãos públicos
A tensão entre os órgãos públicos envolvidos nas liquidações do Banco Master e da Reag é evidente e revela um dos episódios mais graves do sistema financeiro brasileiro. O caso, que envolve suspeitas de fraudes bilionárias, uso de fundos de investimento para ocultar prejuízos e tentativas de socorro, tem gerado conflitos entre o Supremo Tribunal Federal (STF), o Tribunal de Contas da União (TCU), o Banco Central (BC) e a Polícia Federal (PF).
As investigações apontam para um colapso não apenas financeiro, mas institucional do Banco Master. A conexão com a gestora Reag Investimentos, a tentativa de venda ao Banco de Brasília (BRB) e a pressão sobre órgãos de controle transformaram o caso em um xadrez complexo, com impactos diretos sobre investidores e a credibilidade das instituições.
Além disso, as suspeitas de fraudes, desvios milionários e o envolvimento de diversas empresas e fundos de investimento agravam a situação, colocando em xeque a eficácia dos órgãos reguladores e de fiscalização do sistema financeiro nacional. A tensão entre os órgãos públicos demonstra a necessidade de uma atuação conjunta e eficaz para investigar e punir os responsáveis por esses crimes financeiros.






