Impacto dos juros altos na Indústria Brasileira em 2025

Este artigo aborda impacto dos juros altos na indústria brasileira em 2025 de forma detalhada e completa, explorando os principais aspectos relacionados ao tema.

Crescimento de 0,6%: Terceiro Ano Seguido de Expansão

A indústria brasileira encerrou o ano de 2025 com um crescimento de 0,6%, marcando o terceiro ano consecutivo de expansão da produção industrial. Apesar da desaceleração nos últimos meses do ano devido à pressão causada pelos juros altos, o resultado ainda representa um avanço na indústria nacional.

Segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados pelo IBGE, o crescimento da produção industrial brasileira foi de 3,1% em 2024 e de 0,1% em 2023. No entanto, a perda de ritmo em 2025 foi evidente, com uma variação nula nos últimos seis meses do ano e um recuo de 1,9% de setembro a dezembro.

Em dezembro, a produção das indústrias do país registrou uma queda de 1,2%, o pior resultado desde julho de 2024. Dos últimos quatro meses do ano, três apresentaram queda, demonstrando os impactos dos juros altos e da política monetária restritiva na atividade industrial.

Setores da Indústria em 2025

Em 2025, a indústria brasileira apresentou um crescimento de 0,6%, marcando o terceiro ano consecutivo de expansão da produção industrial. No entanto, a pressão causada pelos juros altos fez com que o setor perdesse ritmo nos últimos meses do ano.

Segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, a produção industrial acumulou um crescimento de 1,2% até junho, mas nos últimos seis meses do ano, a variação foi nula. Especificamente de setembro a dezembro, houve um recuo de 1,9%. Em dezembro, a produção das indústrias do país caiu 1,2%, o pior resultado desde julho de 2024.

Os setores da indústria que apresentaram crescimento em 2025 foram bens de consumo duráveis, com 2,5%, e bens intermediários, com 1,5%. Por outro lado, bens de consumo semi e não duráveis e bens de capital tiveram queda, com -1,7% e -1,5%, respectivamente. Das 25 atividades pesquisadas, 15 tiveram avanço, com destaque para as indústrias extrativas e de produtos alimentícios.

Efeito dos Juros Altos na Produção Industrial

A pressão causada pelos juros altos fez a indústria brasileira perder ritmo nos últimos meses do ano e fechar 2025 com crescimento de 0,6%. Apesar da desaceleração na reta final do ano, o resultado marca o terceiro ano seguido de expansão da produção industrial brasileira.

Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2024, o avanço foi de 3,1%; e em 2023, de 0,1%. A perda de ritmo em 2025 é fácil de ser percebida quando são comparados dados do primeiro e do segundo semestres.

Até junho, a produção indústria acumulou crescimento de 1,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já nos últimos seis meses do ano, a variação foi nula (0%) nesse mesmo tipo de comparação. Especificamente de setembro até dezembro, o resultado foi um recuo de 1,9%. O IBGE apurou que em dezembro a produção das indústrias do país caiu 1,2%, o pior resultado desde julho de 2024 (-1,5%).

Efeito dos juros

De acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, o motivo para a indústria patinar no fim do ano é a política monetária restritiva, ou seja, o patamar elevado da taxa básica de juros da economia, a Selic.

Macedo explica que com juros em patamar elevado, há um adiamento das decisões das empresas de fazer investimentos. Ele acrescenta que a política monetária restritiva também tem reflexo no consumo das famílias, que significou “desaceleração importante” no segmento de bens duráveis nos últimos meses de 2025.

Preocupação com a Inflação e Política Monetária

A preocupação com a inflação e a política monetária tem sido uma constante na indústria brasileira em 2025. A pressão causada pelos juros altos tem impactado diretamente no desempenho do setor, que viu uma desaceleração nos últimos meses do ano. Segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, a produção industrial brasileira fechou o ano com um crescimento de 0,6%, marcando o terceiro ano consecutivo de expansão.

A política monetária restritiva, caracterizada pelo patamar elevado da taxa básica de juros da economia, a Selic, tem sido apontada como o principal motivo para a estagnação da indústria no final de 2025. O gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo, destaca que os juros altos têm o efeito de diminuir a intensidade da economia, afetando tanto as decisões de investimento das empresas quanto o consumo das famílias. A desaceleração no segmento de bens duráveis nos últimos meses do ano é um reflexo direto dessa política monetária restritiva.

Com os juros em um patamar elevado, as empresas tendem a adiar investimentos, o que impacta diretamente na produção industrial. Além disso, a restrição do crédito e o aumento do custo de financiamento também contribuem para a queda no consumo das famílias, afetando principalmente o setor de bens duráveis. É importante acompanhar de perto as decisões do Banco Central em relação à política monetária e seus efeitos na indústria brasileira.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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