Protesto indígena em Santarém causa transtornos a motoristas e passageiros

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Bloqueio no acesso ao Aeroporto de Santarém

O Aeroporto Internacional de Santarém, no oeste do Pará, foi alvo de um bloqueio realizado por povos indígenas nesta quarta-feira (4). A ação gerou congestionamentos, atrasos e prejuízos para quem necessitava acessar o terminal. O protesto impediu a entrada de passageiros para os voos noturnos e de trabalhadores que utilizam a rodovia Fernando Guilhon para chegar ao aeroporto, agravando a situação.

A mobilização dos indígenas do Tapajós tem como objetivo protestar contra um decreto do governo federal que, de acordo com os manifestantes, possibilita a dragagem do rio Tapajós e a privatização de hidrovias. A manifestação, que já dura 14 dias em Santarém, reúne famílias indígenas e tem gerado transtornos para a população local.

Com a interdição da via de acesso ao aeroporto, uma longa fila de veículos se formou, deixando motoristas presos por horas. Passageiros que desembarcaram em Santarém precisaram seguir o trajeto a pé ou depender de ajuda para chegar em casa, gerando impactos significativos. Ainda não há previsão para a liberação total do acesso ao Aeroporto de Santarém.

Impactos para motoristas e passageiros

O protesto indígena em Santarém causou diversos impactos para motoristas e passageiros que precisavam acessar o Aeroporto Internacional da cidade. O bloqueio da principal via de acesso ao terminal resultou em congestionamentos, atrasos e prejuízos para quem necessitava chegar ou sair da região. Passageiros que estavam no aeroporto para voos noturnos ficaram impedidos de entrar, assim como trabalhadores que precisavam passar pela rodovia Fernando Guilhon para acessar o terminal, agravando ainda mais a situação.

Com a interdição da via de acesso ao aeroporto, uma longa fila de veículos se formou, deixando motoristas presos por horas. Alguns relatos apontam que a espera chegou a ultrapassar duas horas, como foi o caso do motorista José Diogo de Aguiar. Passageiros que desembarcaram em Santarém também enfrentaram dificuldades para seguir o trajeto até suas casas, tendo que recorrer a caminhadas ou ajuda de terceiros devido ao bloqueio.

Além dos transtornos causados diretamente aos motoristas e passageiros, a manifestação dos indígenas do Tapajós contra o decreto do governo federal que autoriza a dragagem do rio Tapajós e a privatização de hidrovias também impacta a população de Santarém de forma mais ampla. Enquanto o impasse persiste, a incerteza sobre a liberação total da via de acesso ao aeroporto continua, afetando especialmente aqueles que dependem do terminal para questões de trabalho, saúde e compromissos pessoais.

Motivações do protesto dos indígenas

O protesto dos indígenas em Santarém tem como principal motivação a revolta contra um decreto do governo federal que permite a dragagem do rio Tapajós e a privatização de hidrovias. Segundo os manifestantes, essa medida foi tomada sem consulta prévia às comunidades tradicionais, o que ameaça diretamente o modo de vida dos povos da floresta.

Para os indígenas, qualquer intervenção no rio Tapajós representa impactos profundos, que vão além do meio ambiente. O rio é visto como vida, saúde e um caminho essencial para as aldeias. Além disso, os manifestantes acreditam que a privatização das hidrovias pode resultar em prejuízos significativos para as comunidades tradicionais, permitindo que a iniciativa privada tome decisões sem considerar o impacto sobre quem sempre viveu na região.

Posicionamento do governo e da empresa responsável

O governo federal e a empresa responsável pela obra têm se posicionado de forma contrária às reivindicações dos indígenas em Santarém. Segundo o governo, a dragagem do rio Tapajós e a privatização das hidrovias são medidas necessárias para o desenvolvimento econômico da região e para garantir a navegabilidade dos rios para o transporte de mercadorias.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que as obras são fundamentais para impulsionar a economia local e gerar empregos. Ele ressaltou que o decreto foi elaborado com base em estudos técnicos e que o diálogo com as comunidades indígenas será feito para garantir o respeito aos seus direitos e à preservação ambiental.

Por sua vez, a empresa responsável pela dragagem do rio e pela privatização das hidrovias destacou a importância dos projetos para a logística da região e para a melhoria da infraestrutura portuária. A empresa ressaltou que todas as medidas serão tomadas para minimizar os impactos ambientais e sociais das obras, garantindo a sustentabilidade e o respeito às comunidades locais.

Fonte: https://g1.globo.com

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