Investigação da Morte da Policial Gisele Alves Santana Aprofunda Suspeitas de Feminicídio

A exumação do corpo da policial militar Gisele Alves Santana, realizada na última sexta-feira (6), trouxe à tona novas evidências que podem indicar um crime mais grave do que um suicídio, como inicialmente sugerido. Segundo José Miguel da Silva Junior, advogado da família, o corpo apresentava características que merecem uma investigação mais aprofundada.

Marcas no Pescoço Chamam a Atenção

De acordo com o advogado, as marcas visíveis no pescoço da policial despertaram o interesse da perícia. Ele descreveu essas marcas como uma equimose de dedos, sugerindo que Gisele pode ter sido segurada por uma pessoa. "Essas evidências, somadas a outros elementos coletados, reforçam a hipótese de feminicídio", avaliou Silva Junior.

Circunstâncias da Morte Suscitando Dúvidas

Gisele Alves foi encontrada morta com um tiro na cabeça em seu apartamento em 18 de fevereiro, e seu marido, o tenente-coronel Geraldo Leite, estava presente no local. Ele noticiou o incidente como um suicídio, porém, o advogado da família destaca que o relato de uma testemunha pode mudar o rumo das investigações. A vizinha afirmou ter ouvido o disparo às 7h28, enquanto o marido acionou o socorro quase meia hora depois, às 7h57.

Comportamento Suspeito do Marido

Outro aspecto que levanta suspeitas é o comportamento de Geraldo Leite após o ocorrido. Segundo o advogado, o fato de ele ter tomado banho antes da chegada dos socorristas é considerado um elemento relevante pela defesa. Silva Junior mencionou que, ao chegarem ao local, os socorristas já tinham notado que a cena parecia estranha para um suicídio.

Análise da Cena do Crime

Uma foto tirada no local mostra Gisele segurando a arma, o que, de acordo com o advogado, é incomum em casos de suicídio. Ele argumentou que, dada a força necessária para disparar uma pistola .40, é improvável que a arma permanecesse na mão dela após o tiro. Essa evidência é mais um ponto que alimenta a tese de que a morte de Gisele não foi um ato voluntário.

Interferência de Colegas Policiais

Silva Junior também revelou que três colegas policiais do sexo feminino foram ao apartamento do casal para realizar uma limpeza logo após o incidente. Essa ação, segundo ele, é vista como estranha e potencialmente comprometedora para a investigação. As policiais já prestaram depoimento e confirmaram sua presença no local, o que adiciona mais um elemento à complexidade do caso.

Andamento das Investigações

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que as investigações continuam sob a responsabilidade do 8º DP, e que laudos referentes à reconstituição da cena e à exumação do corpo estão sendo aguardados. A SSP ressalta que detalhes adicionais do caso permanecerão em sigilo judicial até que novas informações sejam divulgadas.

Considerações Finais

O caso de Gisele Alves Santana levanta questões cruciais sobre a segurança das mulheres e a necessidade de um aprofundamento nas investigações de mortes envolvendo agentes de segurança. Com novas evidências surgindo, a expectativa é que a verdade sobre as circunstâncias de sua morte seja revelada, trazendo justiça à vítima e sua família.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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