Governo Adota Medidas para Controlar Aumento das Passagens Aéreas, Afirma Presidente da Anac

Em uma recente declaração à Rádio Nacional, o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Chagas, comentou sobre as ações do Governo Federal que têm ajudado a conter a alta dos preços das passagens aéreas. Durante a entrevista no programa Alô Alô Brasil, ele destacou que, embora as medidas não tenham eliminado o aumento, elas foram essenciais para controlá-lo.

Impacto do Aumento do Querosene de Aviação

Chagas referiu-se ao recente reajuste de 55% no preço do querosene de aviação (QAV), que é um dos principais custos operacionais para as companhias aéreas. Esse aumento é reflexo da escalada nos preços do petróleo, intensificada por conflitos no Oriente Médio. O presidente da Anac explicou que essa elevação no custo do combustível poderia resultar em um aumento de 20% a 30% nas tarifas aéreas, dado que o QAV representa cerca de 40% do custo total das passagens.

Medidas do Governo para Mitigar o Aumento

Para evitar que o impacto do aumento do querosene fosse repassado integralmente aos consumidores, o governo implementou diversas medidas. Chagas afirmou que, com as ações governamentais, a previsão é que o aumento real nas passagens fique entre 10% e 12%. Uma das estratégias foi a decisão da Petrobras de parcelar o aumento do QAV, permitindo que apenas uma fração do reajuste fosse aplicada inicialmente.

Incentivos Fiscais e Linhas de Crédito

Além da parcelamento do aumento, a administração federal também zerou os impostos PIS e Cofins sobre o combustível de aviação e disponibilizou uma linha de crédito para as companhias aéreas. Essas iniciativas têm como objetivo aliviar a pressão financeira sobre as empresas, possibilitando que não repassem os custos elevados dos combustíveis aos passageiros de imediato.

Expectativa de Adesão das Companhias Aéreas

Chagas expressou otimismo quanto à adesão das companhias aéreas às medidas implementadas pelo governo, enfatizando que a rapidez na adoção é crucial para a sobrevivência do setor. Ele alertou que a falta de passageiros poderia resultar em voos menos cheios e até no cancelamento de rotas, o que tornaria algumas operações inviáveis. O presidente da Anac ressaltou que é do interesse das companhias manter um fluxo constante de clientes, especialmente em um momento em que a demanda já está fragilizada.

Conclusão

Em suma, a intervenção do governo, através de medidas fiscais e estratégias de parcelamento, visa minimizar o impacto do aumento do querosene de aviação nas tarifas aéreas. O presidente da Anac, Tiago Chagas, acredita que essas ações são fundamentais para preservar o setor aéreo e garantir que as passagens permaneçam acessíveis aos consumidores, em um cenário desafiador marcado por flutuações no mercado global de petróleo.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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