Brasil se Destaca como o Principal Beneficiário da Redução de Tarifas de Trump, Revela Estudo

Um estudo da Global Trade Alert, uma organização internacional que analisa políticas comerciais, destacou que o Brasil emergiu como o principal beneficiário da recente decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que derrubou tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump.

Impacto das Tarifas Reduzidas

As tarifas aplicadas ao Brasil foram reduzidas em 13,6 pontos percentuais, representando uma significativa vantagem para o país. Em comparação, a China, que ocupa a segunda posição na lista de beneficiários, experimentou uma redução de 7,1 pontos percentuais, enquanto a Índia ficou em terceiro lugar com uma diminuição de 5,6 pontos percentuais. Essas taxas eram anteriormente elevadas devido à aplicação da IEEPA, uma legislação que foi considerada ilegal pela justiça americana.

Mudanças na Taxação Global

O estudo da Global Trade Alert analisa as consequências da nova política tarifária, levando em conta os 20 principais importadores de produtos para os Estados Unidos. Este levantamento já incorpora o impacto de uma nova sobretaxa temporária de 15% anunciada por Trump. A análise abrange mais de 274 mil fluxos comerciais, revelando como a estrutura tarifária se alterou para diferentes países.

Países com Aumentos nas Tarifas

Contrapõe-se a isso que países que antes gozavam de tarifas baixas agora enfrentam aumentos significativos. O Reino Unido, por exemplo, viu suas tarifas subirem em 2,1 pontos percentuais, enquanto a Itália e Singapura registraram aumentos de 1,7 e 1,1 pontos percentuais, respectivamente. Essas mudanças são resultado da nova sobretaxa de 15%, que supera as tarifas anteriormente aplicadas sob o regime da IEEPA.

Equidade nas Tarifas

A nova sobretaxa estabelece uma abordagem mais uniforme, tratando todos os países igualmente em termos nominais, embora isso não se reflita em termos relativos. A vantagem tarifária relativa, que indica se um país paga tarifas acima ou abaixo da média global, mostra que países como Brasil, China e Índia enfrentavam uma carga tributária consideravelmente maior em comparação a nações como Canadá e México.

Alterações nas Cargas Tarifárias

Com a nova tarifa fixa, a diferença entre as tarifas globais foi substancialmente reduzida. Embora a China ainda enfrente a maior carga tarifária relativa, sua diferença diminuiu de -20 para -15, enquanto o Brasil passou de -14 para -1,4. Por outro lado, países que anteriormente eram pouco tributados agora têm tarifas mais próximas da média, como o México, que caiu de +12 para +10,6.

Nova Tarifa em Vigor

A nova tarifa global, que entra em vigor no dia 24 de julho e terá duração de 150 dias, é baseada na Seção 122 do Trade Act de 1974. Após este período, o Congresso americano poderá decidir sobre a prorrogação das taxas. Vale destacar que essa tarifa se aplica a todos os produtos importados, mas inclui algumas exceções importantes, como produtos sujeitos às tarifas da Seção 232 e itens isentos sob acordos comerciais específicos.

Exceções e Isenções

Entre as isenções, estão produtos de aço, alumínio, cobre, madeira, automóveis, além de artigos que entram nos Estados Unidos isentos de impostos sob acordos como o USMCA e o Acordo de Livre Comércio entre a República Dominicana e a América Central. Aproximadamente 1.100 códigos de produtos listados no Anexo II estão isentos da nova sobretaxa, proporcionando uma margem de proteção para determinados setores.

Conclusão

Em suma, a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de revogar as tarifas de Trump trouxe vantagens significativas para o Brasil, ao mesmo tempo em que alterou o cenário tarifário global. A nova estrutura tarifária, embora mais equitativa em termos nominais, apresenta desafios e oportunidades que exigem atenção e estratégia por parte dos países envolvidos.

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Fonte: https://forbes.com.br

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