
Paquistão Declara Conflito Aberto com o Governo Talibã do Afeganistão
Na última sexta-feira (27), o ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Muhammad Asif, anunciou uma 'guerra aberta' contra o governo talibã do Afeganistão. Esta declaração surge em um contexto de crescente tensão e ataques mútuos entre os dois países, evidenciando uma escalada no conflito que tem preocupado a comunidade internacional.
Motivações por trás da Declaração
Asif utilizou a plataforma da rede social X para expor suas críticas ao Talibã, alegando que o grupo tem negado direitos fundamentais aos afegãos e contribuído para a propagação do terrorismo na região. Em sua declaração contundente, afirmou: 'Nossa paciência se esgotou. Agora é guerra aberta entre nós e vocês', enfatizando a gravidade da situação.
Conflitos Recentes e Retaliações
O porta-voz do governo talibã, Zabihullah Mujahid, confirmou que, em resposta a uma série de bombardeios paquistaneses, as forças afegãs realizaram ataques ao longo da extensa fronteira de 2.600 quilômetros entre os dois países. A madrugada de hoje viu a capital afegã, Cabul, e outras cidades, como Kandahar e Paktia, serem alvos de bombardeios, embora Mujahid tenha declarado que não houve feridos.
Repercussões Regionais e Ofertas de Mediação
A escalada de hostilidades entre Paquistão e Afeganistão não passou despercebida pelas nações vizinhas. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, manifestou disposição para intermediar as relações entre os dois países, oferecendo apoio para facilitar o diálogo e promover um entendimento mais robusto entre Islamabad e Cabul. Araqchi afirmou que a República Islâmica do Irã está preparada para fornecer 'toda a assistência necessária' para restaurar a cooperação.
Perspectivas Futuras
Com a situação se deteriorando rapidamente, as perspectivas de um conflito prolongado entre o Paquistão e o Afeganistão aumentam. A comunidade internacional observa com preocupação, enquanto líderes regionais tentam encontrar uma solução pacífica para evitar uma guerra total que poderia ter consequências devastadoras para ambos os países e para a estabilidade da região como um todo.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br






