Juíza Aposentada Justifica Críticas e Defende Penduricalhos no Judiciário

A juíza aposentada Cláudia Márcia de Carvalho Soares, conhecida por sua defesa dos penduricalhos no Judiciário, esclareceu suas declarações feitas durante uma sustentação oral no Supremo Tribunal Federal (STF). Em sua nota, ela enfatizou que suas afirmações tinham um propósito "exclusivamente didático", ressaltando a importância de uma discussão mais profunda sobre a segurança jurídica.

Críticas ao Interpretação das Declarações

Soares destacou que suas palavras foram mal interpretadas quando isoladas do contexto argumentativo apresentado. Segundo ela, a interpretação equivocada desviou o foco do debate institucional, simplificando uma questão complexa que envolve a segurança jurídica. Essa distorção, conforme a juíza, não contribui para um diálogo democrático saudável.

Esclarecimentos Sobre sua Remuneração

Em meio às críticas, a magistrada também abordou a divulgação de sua remuneração de dezembro de 2025, que totalizou R$ 128 mil. Ela explicou que este valor corresponde a diferentes parcelas, incluindo salário regular, décimo terceiro e pagamentos parcelados de passivos administrativos. A juíza argumentou que a soma foi interpretada de maneira errônea, transformando uma situação excepcional em um parâmetro habitual.

Trajetória e Contribuições ao Serviço Público

Cláudia Soares, que atualmente preside a Associação Brasileira dos Magistrados do Trabalho (ABMT), refletiu sobre sua trajetória de mais de três décadas no serviço público. Desde 1989, ela construiu sua carreira por meio de concursos, conciliando estudos e trabalho até chegar à magistratura. Sua formação acadêmica inclui duas graduações, mestrado, doutorado e pós-doutorado, um percurso que, segundo ela, demonstra a importância da educação na ascensão profissional.

Contexto do Julgamento no STF

Durante o julgamento no STF sobre os penduricalhos, Soares criticou a situação financeira dos juízes de primeira instância e desembargadores, ressaltando que muitos não têm acesso a benefícios básicos como carro oficial, plano de saúde ou refeitório. Suas declarações, que incluíram a observação de que "desembargador também tem quase nada, a não ser um carro, mal tem um lanche", visavam ilustrar a realidade enfrentada pelos magistrados.

Expectativas para o Julgamento

O STF se debruça sobre a questão dos penduricalhos, que são verbas indenizatórias não previstas em lei e que permitem que alguns servidores ultrapassem o teto constitucional de R$ 46.366,19. A análise do caso começou em uma sessão realizada em 25 de outubro, mas não houve votos apresentados. O presidente da Corte, Edson Fachin, descreveu a questão como "tormentosa" e afirmou que o tribunal deve responder rapidamente a essa situação.

Conclusão

As declarações de Cláudia Soares refletem não apenas sua defesa dos penduricalhos, mas também um apelo por uma discussão mais profunda sobre a realidade dos magistrados. Enquanto o STF se prepara para decidir sobre essa questão controversa, as observações da juíza destacam a complexidade do tema e a necessidade de um debate mais informado e menos polarizado.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br

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