Produção de Café na Colômbia Sofre Queda Significativa em Fevereiro

A Colômbia, reconhecida como a maior fornecedora mundial de café arábica lavado, enfrenta um desafio significativo em sua produção cafeeira. Em fevereiro, a produção de café do país caiu 36% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, totalizando 869.000 sacas de 60 quilos. Essa diminuição é atribuída à redução na disponibilidade do grão, que foi severamente afetada pelas chuvas nas áreas de cultivo.

Impactos da Queda na Produção

A colheita de fevereiro também não atingiu os números de janeiro, quando foram produzidas 893.000 sacas. Neste mês anterior, a produção já havia apresentado uma queda de 34% em comparação ao mesmo período do ano passado. A Federação Nacional de Cafeicultores destacou a necessidade urgente de implementar medidas que possam reverter essa tendência, como a fertilização e a renovação das plantações de café.

Exportações em Declínio

As exportações de café da Colômbia também não ficaram imunes à crise. Em fevereiro, as vendas externas caíram 32% em relação ao ano anterior, somando 807.000 sacas, um número inferior ao total de 909.000 sacas registradas em janeiro. Este cenário ressalta a dificuldade que o país enfrenta tanto na produção quanto no comércio do grão.

Resultados Anuais e Perspectivas Futuras

Analisando um período mais amplo, os últimos 12 meses até fevereiro revelaram uma queda acumulada de 14% na safra de café, resultando em pouco mais de 12,7 milhões de sacas. Em termos de exportações, houve uma diminuição de 1% em relação ao ano anterior, totalizando 12,5 milhões de sacas. A produção anual de café da Colômbia, que em 2025 já havia apresentado uma redução de 2,27%, permanece abaixo da capacidade total do país, que é de cerca de 14 milhões de sacas por ano.

Importância do Café para a Economia Colombiana

O café é uma das principais culturas da Colômbia, onde 840.000 hectares são dedicados ao seu cultivo. Além disso, aproximadamente 540.000 famílias dependem diretamente dessa atividade para sua subsistência. A produção de café não apenas sustenta a economia local, mas também posiciona o país como o terceiro maior produtor mundial, atrás apenas do Brasil e do Vietnã.

Diante deste cenário desafiador, a Federação Nacional de Cafeicultores destaca a urgência de ações que possam estabilizar a produção e garantir a sustentabilidade do setor. A continuidade de iniciativas voltadas para a melhoria da produtividade será crucial nos próximos meses.

Fonte: https://forbes.com.br

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