Bolsonaro Deixa UTI, Mas Hospitalização Continua Sem Previsão de Alta
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi transferido da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, onde estava internado devido a uma pneumonia bacteriana bilateral, resultado de um episódio de broncoaspiração.
Estado de Saúde e Tratamento
Conforme o boletim médico divulgado na última terça-feira (24), Bolsonaro apresenta uma melhora em seu quadro clínico, mas ainda necessita de cuidados hospitalares. Ele continua a receber tratamento com antibioticoterapia endovenosa, além de suporte clínico e fisioterapia respiratória e motora.
Avaliação Médica e Equipe Responsável
O acompanhamento da saúde do ex-presidente está sendo realizado por uma equipe médica composta por especialistas, incluindo o cirurgião-geral Cláudio Birolini e os cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado. O gerente médico do hospital, Wallace S. Padilha, e o diretor-geral, Allisson Barcelos Borges, também assinam o boletim sobre o estado de saúde de Bolsonaro, que não possui previsão de alta.
Histórico da Internação
A internação de Bolsonaro teve início em 13 de março, quando ele apresentou sintomas como febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Ele foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao hospital onde atualmente se encontra.
Perspectivas de Prisão Domiciliar
Na última segunda-feira (23), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou um parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) recomendando a prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro, citando questões de saúde. Essa solicitação será analisada pelo ministro Alexandre de Moraes, que é o relator do caso no STF.
Contexto da Condenação
O ex-presidente cumpre uma pena total de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados. Antes de sua internação, Bolsonaro estava detido na Papudinha, uma das unidades do Complexo Penitenciário da Papuda.
Conclusão
Embora Bolsonaro tenha deixado a UTI e mostrado sinais de recuperação, sua permanência no hospital ainda é necessária e a possibilidade de uma prisão domiciliar está sendo considerada devido a suas condições de saúde. O desdobramento dessa situação será monitorado de perto, tanto pela equipe médica quanto pelas autoridades judiciais.






