Ex-presidente do BRB é acusado de receber propina de R$ 146,5 milhões, revela PF

A Polícia Federal (PF) deu um passo significativo na investigação sobre corrupção envolvendo o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. De acordo com informações reveladas na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), Costa é acusado de ter concordado em receber uma quantia estimada em R$ 146,5 milhões em propinas do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Detalhes da Operação Compliance

A prisão de Paulo Henrique Costa, realizada no dia 16 de outubro de 2023, ocorreu durante a quarta fase da Operação Compliance, uma ação que visa desmantelar esquemas de corrupção em instituições financeiras. As investigações indicam que o ex-presidente do BRB teria recebido propinas por meio da aquisição de imóveis de alto valor, sendo quatro localizados em São Paulo e dois em Brasília. Até o momento, a PF conseguiu rastrear pagamentos que totalizam cerca de R$ 74 milhões.

Implicações da Investigação

A PF relatou que o restante da quantia acordada não foi pago devido à descoberta de um procedimento investigativo em curso, que envolvia os pagamentos feitos a Costa. Daniel Vorcaro, que supostamente estava ciente da investigação, interrompeu os repasses após receber informações sobre a abertura do inquérito. Um funcionário de Vorcaro, identificado como Felipe Mourão, teria enviado uma cópia da investigação via WhatsApp, embora essa data seja posterior à suspensão dos pagamentos.

Prisão e Acusações Adicionais

Além de Costa, a operação resultou na prisão do advogado Daniel Monteiro, que é considerado um intermediário no esquema e é acusado de ter recebido R$ 86,1 milhões em ganhos ilegais. A prisão preventiva de ambos foi fundamentada em várias razões, incluindo a ocultação de bens, o risco de interferência nas investigações e a proteção da ordem pública.

Esquema de Corrupção

As investigações da Operação Compliance Zero expõem um esquema complexo que teria facilitado a fabricação e a venda de carteiras de crédito fictícias do Banco Master para o BRB. Até agora, há evidências de que pelo menos R$ 12,2 bilhões em carteiras fraudulentas foram comprados, mas a quantia real pode ser maior, uma vez que o BRB ainda não divulgou números finais.

Defesa de Paulo Henrique Costa

Em resposta às acusações, o advogado de Costa, Cleber Lopes, declarou que a defesa não considera válida a alegação de pagamento de propina. Lopes argumentou que não existem provas de que Costa tenha cometido qualquer ato que possa comprometer a investigação ou a aplicação da lei penal, defendendo a inocência do ex-presidente do BRB.

Com a continuidade das investigações, o caso segue em desenvolvimento, e novas informações podem surgir nas próximas etapas do processo.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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