
CPMI do INSS Autoriza Quebra de Sigilo de Lulinha e Convoca André Moura para Depoimento
Na última quinta-feira (26), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tomou uma decisão significativa ao aprovar a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essa ação foi motivada por solicitações de investigação sobre possíveis ligações de Lulinha com fraudes envolvendo o INSS.
Motivação para a Quebra de Sigilo
O deputado Alfredo Gaspar, do União/AL, foi o responsável pelo pedido que fundamentou as quebras de sigilo. Ele argumentou que a análise dos dados financeiros e fiscais de Lulinha é essencial para o andamento da CPMI, que investiga um esquema de descontos irregulares que afetou aposentados e pensionistas em todo o Brasil.
Contexto das Investigações
As investigações estão inseridas em um contexto mais amplo, onde a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) realizam uma nova fase da Operação Sem Desconto, prevista para dezembro de 2025. Este desdobramento visa identificar e combater um esquema nacional que lesou milhões de beneficiários do INSS, utilizando descontos não autorizados.
Defesa de Lulinha e Acesso à Investigação
Em resposta às acusações, a defesa de Lulinha emitiu uma nota afirmando que ele não tem envolvimento com as fraudes e que não recebeu valores de fontes ilícitas. O advogado Guilherme Suguimori Santos destacou a necessidade de acesso às informações da investigação para que Lulinha possa se defender adequadamente. Ele se colocou à disposição para prestar esclarecimentos assim que tiver acesso aos autos do processo.
Requerimentos e Convocações
Durante a 32ª reunião da CPMI, foram votados um total de 87 requerimentos, além da quebra de sigilos bancários e fiscais de Lulinha. Entre as convocações, destacam-se a do ex-executivo do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, e do ex-deputado André Moura, que é investigado por ser um possível articulador do esquema fraudulento.
Novas Revelações sobre o Esquema
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) mencionou que Lima, após deixar a sociedade no Banco Master, estaria envolvido em manobras para ocultar irregularidades financeiras. Além disso, a empresária Danielle Miranda Fontelles e Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha, também foram convocados, com acusações relacionadas à lavagem de dinheiro e operações fraudulentas.
Incidente Durante a Reunião
A votação dos requerimentos não ocorreu sem controvérsias. Após a proclamação dos resultados, um tumulto se instaurou na sala, com empurrões e até trocas de socos entre os participantes, levando à interrupção da reunião. A tensão demonstra a polarização e a importância do tema em discussão.
Depoimentos Agendados
Além da votação, a CPMI programou ouvir o depoimento de Paulo Camisotti, sócio de um empresário detido por envolvimento nas fraudes. Outros depoimentos, como os do deputado estadual Edson Cunha de Araújo e do advogado Cecílio Galvão, estavam agendados, mas ambos não compareceram, o que gerou frustração entre os parlamentares.
Conclusão
As recentes decisões da CPMI do INSS refletem a gravidade das acusações envolvendo fraudes que afetam diretamente os beneficiários do sistema de seguridade social. A quebra de sigilo de figuras públicas, como Lulinha, e as convocações de diversos envolvidos indicam um movimento em direção a uma maior transparência e responsabilização. À medida que as investigações se desenrolam, a sociedade aguarda esclarecimentos sobre o impacto dessas ações no combate à corrupção.
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