Dólar cai para R$ 5,36 com desaceleração do emprego nos EUA
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Mercado financeiro em alívio
O mercado financeiro teve um dia de alívio com a queda do dólar e a recuperação da bolsa de valores. Após duas altas consecutivas, a moeda norte-americana encerrou o dia vendida a R$ 5,365, com um recuo de 0,44%. Esta foi a menor cotação desde o início de dezembro. A bolsa também teve um desempenho positivo, fechando com 163 mil pontos, recuperando parte das perdas anteriores.
A queda do dólar foi influenciada pela divulgação de dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos, que mostraram a criação de apenas 50 mil empregos em dezembro, abaixo do esperado. Isso abre a possibilidade de um corte de juros pelo Federal Reserve no início de 2026, o que atrai investidores para países emergentes como o Brasil. Além disso, a alta de 2% no preço do petróleo no mercado internacional também beneficiou o real.
No cenário interno, os dados da inflação oficial de 2025, que fechou em 4,26%, contribuíram para segurar o dólar. Apesar disso, os preços do setor de serviços ainda estão pressionados, o que pode levar o Banco Central brasileiro a iniciar cortes de juros somente na reunião de março. Juros mais altos no Brasil atraem investimentos estrangeiros, mas podem prejudicar a bolsa de valores, incentivando a migração para a renda fixa.
Dólar comercial e bolsa de valores
O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (9) vendido a R$ 5,365, com recuo de R$ 0,024 (-0,44%). A cotação iniciou o dia estável, mas caiu após a divulgação de dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos. Na mínima do dia, por volta das 14h, chegou a R$ 5,35.
A moeda estadunidense está no menor nível desde 4 de dezembro, quando tinha sido vendida a R$ 5,31. A divisa cai 2,24% em janeiro, após subir 2,89% no mês passado. Em 2025, o dólar caiu 11,18%.
No mercado de ações, o dia foi marcado pela recuperação. Após cair 1,03% na quinta-feira (8), o Ibovespa fechou esta sexta aos 163.370 pontos, com alta de 0,27%. O indicador chegou a subir 0,81% às 14h03, mas perdeu força durante a tarde.
Influências externas e internas
A queda do dólar para R$ 5,36 foi influenciada por uma série de fatores, tanto externos quanto internos. No cenário internacional, a desaceleração do mercado de trabalho nos Estados Unidos foi um dos principais motivos para a queda da moeda norte-americana. Com a criação de apenas 50 mil empregos em dezembro, abaixo do esperado, os investidores passaram a considerar a possibilidade de um corte de juros pelo Federal Reserve, o que impactou positivamente o mercado financeiro global.
Além disso, a alta de 2% no preço do petróleo no mercado internacional também contribuiu para a valorização de moedas emergentes, como o real. A perspectiva de juros mais baixos em economias desenvolvidas atrai investimentos para países emergentes, como o Brasil, o que ajudou a fortalecer a moeda nacional.
No cenário interno, os dados do IPCA de 2025, que fechou o ano em 4,26%, foram positivos para segurar a cotação do dólar. No entanto, a pressão nos preços do setor de serviços ainda é uma preocupação, o que pode influenciar as decisões do Banco Central em relação aos juros. A expectativa é que a autoridade monetária comece a cortar a taxa básica apenas na reunião de março, o que pode impactar o mercado financeiro doméstico.
Perspectivas para os próximos meses
As perspectivas para os próximos meses são bastante favoráveis, considerando os diversos fatores que influenciaram o mercado financeiro recentemente. Com a desaceleração do emprego nos Estados Unidos, que abre margem para um possível corte de juros pelo Federal Reserve, espera-se que os investidores continuem direcionando capitais para países emergentes, como o Brasil. Isso pode beneficiar o real e contribuir para a manutenção da queda do dólar.
Além disso, a recuperação da bolsa de valores brasileira nos últimos dias indica um cenário positivo para os próximos meses. Apesar da volatilidade do mercado, o Ibovespa apresentou alta e acumula valorização no ano de 2026. A expectativa é que os investidores mantenham o otimismo em relação às perspectivas econômicas do país, o que pode impulsionar ainda mais o mercado de ações.
Por outro lado, a decisão do Banco Central brasileiro em relação à taxa de juros pode impactar a entrada de capitais financeiros no país. Com a possibilidade de corte de juros apenas na reunião de março, há uma expectativa de que os investidores aguardem por mais clareza antes de direcionar seus investimentos. Essa decisão pode influenciar tanto a bolsa de valores quanto a cotação do dólar nos próximos meses.






