
Entendendo o Efeito HALO e Oportunidades no Mercado Brasileiro
Recentemente, o entusiasmo em torno da inteligência artificial (IA) transformou-se em uma análise mais criteriosa no mercado de ações. Após um período de investimento quase automático em ativos vinculados à IA, investidores começaram a reavaliar quais empresas estão mais propensas a serem afetadas pela automação. Nesse cenário, o efeito HALO, que significa High Assets, Low Obsolescence, ganhou destaque, referindo-se a empresas que possuem muitos ativos tangíveis e um pequeno risco de se tornarem obsoletas devido à IA.
O Contexto do Efeito HALO
O efeito HALO se tornou um indicador essencial à medida que os investidores buscam segurança em um cenário de incertezas em relação à IA. As preocupações predominantes se concentram em software e serviços tecnológicos, onde a possibilidade de que ferramentas de IA diminuam significativamente os custos de desenvolvimento e escalabilidade abre espaço para novos entrantes, aumentando o risco de substituição de empresas e a compressão das margens de lucro.
A Visão do Mercado sobre a IA
Em uma declaração recente, Jensen Huang, CEO da Nvidia, defendeu que o medo de uma obsolescência massiva das empresas de software devido à IA é infundado, afirmando que a tecnologia deve atuar em colaboração com esses sistemas. Apesar disso, o mercado está reavaliando suas posições, migrando de ativos digitais mais voláteis para aqueles que oferecem maior durabilidade, conforme analisado em um relatório do Santander.
Apostas em Ações Brasileiras
Diante dessa reavaliação, o Santander elaborou um ranking setorial que identificou as áreas que mais se beneficiam da estratégia do efeito HALO. Setores como utilities e energia destacam-se por sua resiliência frente ao risco de obsolescência, enquanto software e mídia figuram nas posições mais baixas desse ranking, refletindo uma vulnerabilidade maior às mudanças trazidas pela automação.
Critérios de Análise e Composição do Ranking
A metodologia utilizada pelo Santander leva em consideração quatro fatores principais: a intensidade de ativos, a vulnerabilidade da receita à IA, o risco de desintermediação e a robustez das barreiras regulatórias ou de capital. Ao aplicar esses critérios, o Ibovespa e o MSCI Brazil emergem como os mercados com a melhor combinação de pontuação HALO e múltiplos mais baixos, indicando uma posição favorável para investidores.
As Ações em Destaque
O Santander também compilou uma lista de ações brasileiras que estão alinhadas à tese do efeito HALO, composta por empresas como AXIA3, CSMG3, ORVR3, BRAV3, PRIO3, CYRE3, DIRR3, VIVT3, AURA33 e VALE3. Esses papéis são vistos como mais resilientes em um ambiente onde a automação e a IA estão em ascensão.
Riscos e Oportunidades Futuras
Embora a tese HALO apresente vantagens, o Santander alerta para um risco significativo: a possibilidade de que a IA se revele mais produtiva do que destrutiva. Neste cenário, o capital poderia voltar a fluir para empresas com modelos de negócios mais escaláveis e de crescimento acelerado. Além disso, uma queda nas taxas de juros reais, aliada a uma melhora na liquidez global e um apetite maior por risco, poderia favorecer ações de maior duração.
Conclusão
A atual dinâmica do mercado, marcada pela transição do entusiasmo pela IA para uma abordagem mais cautelosa, ressalta a importância do efeito HALO na identificação de oportunidades de investimento. As ações brasileiras que se destacam nesse novo cenário podem oferecer um porto seguro em meio a incertezas, refletindo a adaptabilidade do mercado frente aos avanços tecnológicos.
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Fonte: https://www.infomoney.com.br






