Indígenas do Tapajós: contraproposta ao governo federal
Este artigo aborda indígenas do tapajós: contraproposta ao governo federal de forma detalhada e completa, explorando os principais aspectos relacionados ao tema.
Reunião dos Indígenas do Tapajós
Na manhã desta quinta-feira (5), indígenas das regiões do baixo, médio e alto Tapajós se reuniram em frente ao porto de Santarém para preparar uma contraproposta ao governo federal referente ao decreto 12.600/2025. Este decreto inclui a Hidrovia do Tapajós no Programa Nacional de Desestatização, possibilitando a dragagem do rio entre os municípios de Santarém e Itaituba.
Após bloquearem a rodovia Fernando Guilhon na quarta-feira (4), os indígenas receberam uma proposta de flexibilização do decreto por parte do governo. No entanto, as lideranças indígenas do Tapajós insistem na revogação total do documento. Uma audiência está agendada para a tarde de hoje em Santarém, onde representantes do Ministério dos Povos Indígenas e da Secretaria-geral da Presidência da República irão se reunir com os indígenas para discutir a contraproposta, contando com a presença de representantes do Ministério Público Federal (MPF) para acompanhar as negociações.
O movimento de protesto teve início em 22 de janeiro, em oposição à privatização de hidrovias, à dragagem do rio Tapajós e à falta de consulta livre, prévia e informada, conforme estabelece a Convenção 169 da OIT. Após 14 dias de manifestação sem acordo com o governo, os indígenas intensificaram as ações, bloqueando a estrada de acesso ao aeroporto e ocupando o terminal de passageiros.
Movimento de Protesto
Os indígenas das regiões do baixo, médio e alto Tapajós estão em movimento de protesto desde o dia 22 de janeiro contra a privatização de hidrovias, a dragagem do rio Tapajós e a falta de consulta livre, prévia e informada. O bloqueio de acesso ao porto de Santarém e ao terminal de uma multinacional graneleira foi apenas o início das manifestações. Após 14 dias de protesto sem acordo com o governo, os indígenas decidiram intensificar a ação, bloqueando a estrada de acesso ao aeroporto e ocupando o terminal de passageiros.
A liderança Auricélia Arapiun explicou que a ocupação do aeroporto foi uma forma de pressionar o governo a oferecer uma resposta séria e comprometida às demandas indígenas. O bloqueio surtiu efeito, levando o governo a reunir e enviar uma proposta aos manifestantes. Após análise e discussão entre mais de mil pessoas da região do Tapajós, está sendo preparada uma contraproposta para ser entregue aos representantes do governo federal que estão em Santarém. Os indígenas buscam a revogação total do decreto 12.600/2025 que inclui a Hidrovia do Tapajós no Programa Nacional de Desestatização.
O presidente do Conselho Indígena Tapajós-Arapiuns, Lucas Tupinambá, destacou a importância do diálogo que começou a se estabelecer com o governo após o bloqueio da estrada de acesso ao aeroporto. Uma proposta governamental foi entregue aos indígenas e uma contraproposta está sendo elaborada para ser apresentada aos representantes do governo. A audiência marcada para discutir as demandas das lideranças indígenas do Tapajós representa um passo importante no processo de negociação entre as partes envolvidas.
Impactos da Dragagem no Rio Tapajós
A dragagem no Rio Tapajós é uma preocupação constante para as comunidades indígenas da região. O decreto 12.600/2025, que incluiu a Hidrovia do Tapajós no Programa Nacional de Desestatização, abriu caminho para a dragagem do rio no trecho entre os municípios de Santarém e Itaituba, o que levou os indígenas a se mobilizarem em busca de uma contraproposta ao governo federal.
Os indígenas têm resistido à privatização de hidrovias e à dragagem do rio Tapajós, além de denunciarem a falta de consulta livre, prévia e informada, um direito garantido pela Convenção 169 da OIT. O movimento de protesto iniciou no dia 22 de janeiro, com o bloqueio do acesso de veículos ao porto de Santarém e ao terminal de uma multinacional graneleira. Após 14 dias de manifestação e sem acordo com o governo, os indígenas intensificaram as ações, bloqueando a estrada de acesso ao aeroporto e ocupando o terminal de passageiros.
A liderança indígena Auricélia Arapiun destacou a importância da mobilização e da busca por uma resposta séria do governo. Após o bloqueio efetivo, o governo enviou uma proposta para negociação, o que levou os indígenas a prepararem uma contraproposta a ser discutida com representantes do governo federal. A resistência das populações indígenas do Tapajós reflete a necessidade de diálogo e de respeito aos direitos e à autonomia dessas comunidades.
Diálogo com o Governo Federal
Os indígenas das regiões do baixo, médio e alto Tapajós estão buscando dialogar com o governo federal a respeito do decreto 12.600/2025, que incluiu a Hidrovia do Tapajós no Programa Nacional de Desestatização. Após bloqueios e manifestações, uma audiência está marcada para discutir a contraproposta apresentada pelos indígenas. Representantes do Ministério Público Federal também acompanham as negociações, que visam a revogação total do documento.
A mobilização dos indígenas teve início no final de janeiro, em protesto contra a privatização das hidrovias e a dragagem do rio Tapajós, além da falta de consulta livre, prévia e informada, conforme estabelecido pela Convenção 169 da OIT. Após 14 dias de movimento e sem acordo com o governo, os indígenas intensificaram suas ações, bloqueando a estrada de acesso ao aeroporto de Santarém e ocupando o terminal de passageiros.
A liderança indígena Auricélia Arapiun destacou a importância de ouvir a opinião de todos os envolvidos na questão para apresentar uma contraproposta consistente. O diálogo com os representantes do governo federal tem se intensificado desde os bloqueios, e os indígenas estão preparando uma contraproposta para ser entregue aos ministros presentes em Santarém. O objetivo é garantir que suas reivindicações sejam atendidas de forma séria e comprometida.
Fonte: https://g1.globo.com






