
Reflexões de Sylvia Bandeira Sobre Luto e Recomeço na Arte
A atriz veterana Sylvia Bandeira, conhecida por seu trabalho no teatro, cinema e televisão, está em cartaz com a peça *Charles Aznavour – Um Romance Inventado* no Rio de Janeiro. Aos 75 anos, ela compartilha reflexões profundas sobre a vida após a perda do marido, o engenheiro Carlos Eduardo de Souza Dantas Ferreira, que faleceu há três anos.
Vivendo o Luto e a Saudade
Em uma conversa franca com a revista CARAS, Sylvia revelou como tem lidado com o luto. O processo de perda é complexo e muitas vezes invisível, mas para ela, a dor se transformou ao longo do tempo. "Foi bastante doloroso. Não se fala do luto, as pessoas não conversam, mas eu falava", contou, enfatizando a importância de expressar seus sentimentos. Casados por quase quatro décadas, o casal teve uma filha, Melina, e mesmo após a separação física, mantiveram uma forte parceria, com Eduardo sendo um grande apoiador de sua carreira.
A Transformação do Luto
A atriz reflete sobre a evolução de seu luto, citando os cinco estágios definidos pela psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Sylvia agora se encontra em um novo momento, onde a saudade se torna mais leve. "Sinto-me mais leve, mais livre", afirmou, destacando que, embora nunca esqueça os momentos vividos ao lado de Eduardo, ela tem buscado conforto nas experiências com os netos e amigos, além de se dedicar ao seu trabalho artístico.
O Amor pela Arte
A paixão pela atuação continua sendo uma fonte de energia para Sylvia. Com quase cinco décadas de carreira, ela permanece entusiasmada com a variedade de projetos que pode abraçar. Recentemente, a atriz retornou às novelas após um hiato de oito anos, participando da trama *Dona de Mim*, onde interpretou Isabela, uma personagem que a divertiu muito devido à sua natureza intrigante e interesseira.
Projetos Futuros e Novos Desafios
Sylvia tem um extenso currículo que inclui novelas icônicas e peças teatrais, e agora recebe convites para novos projetos, incluindo um curta-metragem e uma nova peça. Ela expressa o desejo de se reinventar como atriz, buscando papéis que desafiem suas habilidades e que sejam diferentes de tudo que já fez. "O que falta realizar profissionalmente é ser mais desconstruída como atriz", afirma, evidenciando sua vontade de explorar novas facetas da arte.
Sylvia Bandeira, com sua força e dedicação, mostra que, mesmo em meio à dor da perda, é possível encontrar novas formas de viver e expressar a vida através da arte. Sua jornada serve de inspiração para muitos, provando que a saudade pode se tornar mais leve e que novos começos são sempre possíveis.
Fonte: https://caras.com.br






