Presidente da Alerj Solicita Interinidade no Governo do Rio ao STF
O deputado Douglas Ruas, presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), protocolou nesta quinta-feira (23) um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para assumir interinamente o cargo de governador do estado. A solicitação ocorre em meio à indefinição sobre a realização de eleições para um mandato-tampão, após a cassação do ex-governador Cláudio Castro e do ex-deputado Rodrigo Bacellar.
Contexto Político e a Cassação de Cláudio Castro
A recente instabilidade política no Rio de Janeiro ganhou novos contornos com a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que cassou o mandato de Cláudio Castro, declarando-o inelegível até 2030. Essa medida também resultou na cassação de Rodrigo Bacellar, que, até então, presidia a Alerj. Com isso, a linha sucessória do governo estadual ficou desfalcada, gerando a necessidade de um novo líder interino.
Justificativa para a Solicitação de Ruas
Douglas Ruas argumenta que, conforme a Constituição do Estado do Rio de Janeiro, ele é o próximo na linha sucessória para assumir o governo interinamente. Em seu pedido, Ruas sustenta que a permanência do atual governador interino, Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, não se justifica mais diante da recente recomposição da Alerj.
A Constituição em Questão
Ruas enfatizou que a situação anterior, que permitia a continuidade de Couto de Castro no governo, se baseava na ausência de um sucessor constitucional. Com a eleição de Ruas para a presidência da Alerj, tal justificativa não se sustenta, conforme o artigo 141 da Constituição fluminense.
Reuniões e Expectativas
Na mesma noite do pedido ao STF, Ruas teve uma reunião com o ministro Cristiano Zanin, que é relator de outra ação relacionada às eleições no estado. Embora não tenha comentado os detalhes da reunião, fontes indicam que Zanin pretende aguardar o desfecho do processo para decidir quem assumirá o governo interino.
Decisões Pendentes e Implicações
A eleição para o mandato-tampão se torna necessária devido à ausência de um vice-governador, cargo que não é ocupado desde a saída de Thiago Pampolha para o Tribunal de Contas em 2025. A realização do pleito, no entanto, é alvo de controvérsia, com o PSD defendendo eleições diretas, enquanto outros defendem a realização de um pleito indireto.
Conclusão e Próximos Passos
Com a situação política em constante evolução, a decisão do STF sobre as eleições e a interinidade do governo do Rio de Janeiro se torna crucial. Enquanto Douglas Ruas aguarda uma resposta sobre seu pedido, a instabilidade no estado continua a gerar incertezas sobre o futuro político e administrativo do Rio.






