Aumento Alarmante de Assassinatos de Jornalistas em 2025

Em 2025, um total de 129 jornalistas perderam a vida enquanto exerciam suas funções, segundo um recente relatório da Organização Não-Governamental (ONG) Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ). Este número marca o maior índice de mortes já registrado pela entidade em mais de três décadas de monitoramento.

Causas e Contexto das Mortes

O relatório, divulgado no dia 25 de outubro, revela que aproximadamente dois terços das fatalidades—86 mortes—são atribuídas às Forças de Defesa de Israel. A maioria das fatalidades ocorreu em contextos de conflito, com 104 jornalistas assassinados em situações de guerra. Os cinco países que concentram a maior parte das mortes são Israel, Sudão, México, Rússia e Filipinas.

Conflitos Armados e Impunidade

O aumento das mortes de jornalistas está diretamente relacionado a conflitos armados que atingiram níveis alarmantes em várias regiões do mundo. O Comitê enfatiza que a impunidade é um fator crítico que agrava essa situação, com poucas investigações sendo realizadas a respeito dos assassinatos. A falta de responsabilização por parte das autoridades contribui para um ambiente de crescente violência contra a imprensa.

Testemunhos e Casos Notáveis

Entre os jornalistas assassinados, destaca-se Hossam Shabat, correspondente da Al Jazeera, que foi morto em um ataque israelense em março de 2025. Ele se tornou uma figura emblemática do jornalismo em Gaza, denunciando a guerra em sua região. Outro caso é o de Anas al-Sharif, que foi assassinado após alertar sobre ameaças à sua vida, ressaltando o risco que muitos jornalistas enfrentam diante de difamações e perseguições.

Desafios em Diversas Nações

Além dos conflitos armados, a CPJ cita a presença de facções criminosas e a corrupção política como fatores que favorecem o assassinato de jornalistas em países como Bangladesh, Colômbia, e Honduras. Em muitos desses locais, a impunidade é tão prevalente que a morte de jornalistas se torna uma ocorrência comum.

Tecnologia e Novas Ameaças

O uso de drones para atacar jornalistas também está em ascensão. Em 2025, 39 jornalistas foram mortos em ataques aéreos, um aumento significativo em comparação com os dois casos registrados em 2023. A utilização de drones na guerra da Ucrânia exemplifica como essa tecnologia pode ser letal para profissionais de imprensa, que frequentemente se tornam alvos em meio aos conflitos.

Conclusão e Chamado à Ação

A situação dos jornalistas em 2025 é alarmante e exige uma resposta urgente da comunidade internacional. Jodie Ginsberg, presidente da CPJ, destacou a importância do acesso à informação em tempos de crise, afirmando que os ataques à imprensa refletem uma ameaça mais ampla às liberdades civis. O respeito ao direito internacional humanitário e a proteção dos jornalistas são fundamentais para garantir a liberdade de expressão e a segurança de todos.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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