Explosão no Jaguaré: Moradores Relatam Cheiro de Gás Antes do Incidente Trágico
Uma tragédia abalou a Comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, no bairro do Jaguaré, zona oeste de São Paulo, quando uma explosão, ocorrida na tarde de segunda-feira (11), resultou na morte de um homem de 49 anos e na interdição de 46 residências. O incidente deixou moradores em estado de choque, especialmente após relatos de que um forte cheiro de gás foi sentido horas antes da explosão.
Relatos de Cheiro de Gás
Lúcia Monteiro, moradora da região há mais de quatro décadas, descreveu que o odor começou a ser percebido entre 12h e 13h. "Foi um cheiro forte, tive que usar máscara. Fui verificar se havia algo no fogão, mas estava tudo em ordem", contou. Ao sair para a rua, encontrou equipes da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) realizando obras e questionou sobre a situação. Um funcionário informou que houve um rompimento na tubulação de gás e que a distribuidora Comgás já havia sido notificada.
Reações da Comunidade
Ana Cristina Ferreira Gomes, líder comunitária, confirmou que muitos moradores sentiram o odor e alertaram as equipes da Sabesp. "O pessoal minimizou a situação, dizendo para não acender fósforos. Um vizinho passou mal e precisou ir ao pronto-socorro. Quando ele voltou, a explosão já havia ocorrido", relatou. A explosão aconteceu por volta das 16h, cerca de meia hora após a chegada da Comgás no local.
Consequências da Explosão
Além da morte de Alex Sandro Fernandes Nunes, três pessoas ficaram feridas, incluindo um funcionário da Sabesp. Após o incidente, as empresas envolvidas anunciaram um auxílio emergencial inicialmente de R$ 2 mil, posteriormente ampliado para R$ 5 mil, destinado às famílias afetadas. Segundo a Defesa Civil, 194 famílias estão cadastradas para receber essa assistência.
Destruição e Desespero
Elizabeth Melo, que mora ao lado do imóvel que explodiu, descreveu os danos em sua casa. "Minha residência foi severamente afetada. Graças a Deus, não havia ninguém em casa na hora da explosão, apenas meus animais. O cachorro foi resgatado, mas ainda não encontramos o gato", lamentou. Apesar da dificuldade em acessar sua casa, Elizabeth conseguiu retirar alguns itens, mas a situação é desoladora. "As paredes estão comprometidas, e o que encontrei foi um cenário de destruição", relatou.
Avaliações e Futuro Incerto
O tenente Maxwel, porta-voz da Defesa Civil, informou em coletiva que as equipes estão avaliando os danos estruturais e realizando uma perícia para subsidiar investigações. Ele destacou a preocupação dos moradores sobre quando poderão retornar às suas casas e se receberão indenização. "Precisamos avaliar cada imóvel para determinar o risco e as condições para a liberação dos acessos para retirada de pertences", explicou.
Perspectivas de Recuperação
De acordo com Maxwel, a liberação para que as famílias recuperem seus pertences será gradual, após a classificação de riscos. "Estamos permitindo que algumas pessoas retirem itens essenciais, mas a avaliação completa está em andamento", afirmou. Enquanto isso, a comunidade aguarda ansiosamente por respostas em meio ao desespero e à incerteza sobre o futuro.
O trágico incidente no Jaguaré ressalta a importância de medidas de segurança e comunicação em situações de risco, além de destacar a necessidade de apoio imediato às famílias afetadas.






