Depoimento na CPMI do INSS é interrompido após empresária passar mal

Na última segunda-feira, 23, a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS ouviu a empresária Ingrid Pikinskeni, que negou ter ciência da origem ilícita dos recursos financeiros associados a contas e empresas em seu nome. Durante o depoimento, no entanto, a sessão foi interrompida em decorrência de um mal-estar apresentado por Ingrid.

Contexto da Investigação

Ingrid é casada com Cícero Marcelino de Souza Santos, considerado o operador financeiro da Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Família). Esta entidade está sob investigação por um suposto esquema que envolvia descontos indevidos em aposentadorias e pensões de segurados do INSS, o que gerou grande repercussão e questionamentos durante a oitiva.

Declarações da Empresária

Durante seu depoimento, Ingrid afirmou que não tinha conhecimento sobre a origem dos valores que circulavam nas contas de sua propriedade. Ela argumentou que foi levada a assinar documentos sem entender completamente a situação, confiando plenamente em seu marido. "Meu esposo levava bastantes papéis para eu assinar e, como eu confiava nele, eu assinava e ficava em casa", revelou, enfatizando o constrangimento que a sua família enfrentou com a intervenção da Polícia Federal.

Conflitos e Reações na CPMI

A oitiva de Ingrid gerou reações mistas entre os parlamentares. Quando questionada sobre a formação acadêmica de Cícero, ela respondeu que o considerava um empresário bem-sucedido, apesar da falta de diploma formal. Essa declaração provocou risadas entre os membros da comissão. A sessão, marcada por momentos de tensão, culminou em lágrimas da empresária, levando o presidente da CPMI, Carlos Viana, a interromper os trabalhos.

Pedido de Prorrogação da Investigação

Após a suspensão da oitiva, Carlos Viana expressou sua insatisfação com a falta de resposta do Congresso em relação ao pedido de prorrogação do prazo da investigação. Ele não descartou a possibilidade de recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) para garantir mais tempo para a CPMI, que enfrenta dificuldades devido a decisões judiciais que interferem nas convocatórias e no andamento das apurações.

Desdobramentos Futuros

A CPMI continua sua busca por esclarecimentos sobre o esquema investigado e os vínculos entre os envolvidos. O presidente da comissão está em contato com a Advocacia do Senado para tentar reverter decisões que possam atrasar as investigações, enquanto novos depoimentos e convocações devem ser agendados para esclarecer os fatos até então apurados.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br

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