
Um em Cada Quatro Juiz-foranos Vive em Áreas de Risco Após Tragédias Climáticas
A situação em Juiz de Fora, Minas Gerais, é alarmante. A prefeita Margarida Salomão revelou que 25% da população local reside em áreas consideradas de risco, um dado que ganha destaque após os recentes eventos climáticos que devastaram a região. As intensas chuvas que começaram na segunda-feira (23) resultaram em deslizamentos e enchentes, resultando em 64 mortes, sendo 58 em Juiz de Fora e seis no município de Ubá.
A Necessidade de Intervenções Urgentes
Durante uma entrevista ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, a prefeita enfatizou a urgência de intervenções em toda a cidade para evitar novas tragédias. Ela destacou que a geografia acidentada da região, onde muitas construções estão em encostas, coloca tanto a população de baixa renda quanto a classe média alta em risco. Salomão comparou a situação de Juiz de Fora a outras cidades brasileiras, como Petrópolis e Angra dos Reis, que também enfrentam problemas similares.
Desafios para a Realocação da População
Margarida relatou dificuldades significativas para convencer os moradores a deixarem suas casas. Em um exemplo trágico, um deslizamento destruiu uma mansão construída em uma encosta, resultando na morte de uma pessoa. A prefeita afirmou que a tarefa de persuadir as pessoas a abandonarem suas residências é extremamente delicada, uma vez que muitas delas representam realizações de uma vida inteira.
Visita do Presidente e Medidas Governamentais
Neste sábado (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitará a região afetada, com a intenção de oferecer apoio aos moradores de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. O governo federal já reconheceu a calamidade pública nos três municípios e liberou mais de R$ 3 milhões para o atendimento e a reconstrução das áreas afetadas. A prefeita também anunciou que os moradores podem solicitar o saque do FGTS, com limite de R$ 6.220, para ajudar na recuperação.
Situação Atual e Previsões Meteorológicas
Atualmente, mais de 500 pessoas estão abrigadas em centros de acolhimento, enquanto cerca de 5 mil estão desalojadas, muitas buscando abrigo temporário com familiares. Aqueles que não puderem retornar para suas residências serão inseridos em um programa de moradia da prefeitura, que inclui aluguel social até que soluções definitivas sejam implementadas. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de perigo para chuvas intensas, prevendo precipitações que podem chegar a 100 mm por dia e ventos fortes.
Reflexões sobre Mudanças Climáticas
Especialistas consultados pela Agência Brasil destacam que os temporais e suas consequências são um reflexo da negligência em relação às mudanças climáticas. A prefeita enfatizou que o atual momento é tanto de emergência quanto de planejamento para intervenções que visem a segurança e a convivência harmoniosa na cidade. O desafio é imenso, mas a determinação de reconstruir e proteger a população é uma prioridade.






