Movimento Feminista Lança Manifestações Contra Violência e Escala 6×1
A Articulação Nacional da Marcha de 8 de Março, composta por 42 organizações dedicadas à defesa dos direitos das mulheres, entregou um manifesto ao governo federal, expondo suas reivindicações para este ano.
Reivindicações e Desafios Globais
Entre as demandas apresentadas, destacam-se a garantia de direitos fundamentais e a legalização do aborto. Além dessas questões, os movimentos manifestaram sua oposição ao imperialismo e às tecnologias que servem à extrema-direita, assim como aos padrões de violência que afetam diversos países, incluindo a Venezuela e regiões do Oriente Médio.
A Luta das Mulheres e a Interferência Internacional
No documento entregue à ministra das Mulheres, Márcia Lopes, as militantes enfatizam que "a luta das mulheres nasce da nossa capacidade histórica de auto-organização". Elas ressaltam a importância do caráter internacionalista do movimento, citando as interferências dos Estados Unidos na política de outras nações, que incluem ameaças bélicas e ataques cibernéticos, descritos como formas de dominação colonial que exacerbam a fome e a exploração.
Diversidade e Inclusão nas Mobilizações
O manifesto destaca a luta em prol de diversas categorias de mulheres, incluindo aquelas que estão em situação de vulnerabilidade, como trabalhadoras urbanas e rurais, mulheres negras, quilombolas, indígenas, lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis, mães solo e migrantes. A diversidade das vozes e experiências é central para a manifestação, que busca incluir todas as mulheres em sua luta.
Precarização do Trabalho e a Escala 6×1
Além das questões sociais, o manifesto expressa preocupação com a precarização do mercado de trabalho, que tem gerado reações populares significativas. Uma das principais reivindicações é o fim da escala de trabalho 6×1, que impacta diretamente as condições de vida e trabalho das mulheres.
Crise Climática e Justiça Social
As militantes também abordam a crise climática, ligando-a ao modelo de exploração que afeta tanto a natureza quanto as mulheres. Elas argumentam que a destruição dos territórios e a mercantilização dos corpos femininos são consequências diretas de um sistema que prioriza o lucro em detrimento da vida.
Mobilizações em Todo o País
Com um total de 34 manifestações programadas entre hoje e a próxima segunda-feira (9), as mobilizações se espalham por diversas cidades. Em São Paulo, o ato central ocorrerá no domingo (8), com concentração marcada para às 14h em frente ao Fórum Pedro Lessa, próximo ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp).
Conclusão: A Luta Continua
As organizadoras do movimento afirmam que a luta contra todas as formas de opressão está intimamente ligada à busca por democracia, soberania e justiça social. A taxação das grandes fortunas é vista como uma medida fundamental para a construção de um Brasil mais justo, demonstrando que as frentes de luta se unirão em 2026 para defender a democracia no país.






