Audiência sobre o ataque a policiais civis na casa de Oruam é realizada no Rio
Uma audiência de instrução e julgamento foi realizada pela Justiça do Rio de Janeiro, onde o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, enfrenta acusações de tentativa de homicídio contra policiais civis. O evento ocorreu na última terça-feira, dia 16, sob a supervisão da juíza Tula Côrrea de Mello, da 3ª Vara Criminal da Capital.
Os Envolvidos no Processo
Além de Oruam, outros três réus estão envolvidos no caso: Victor Hugo Vieira dos Santos, Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira e Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais. Durante a audiência, uma testemunha de defesa, identificada como Thallys Gabriel de Azevedo, prestou depoimento sobre os eventos que levaram às acusações.
Depoimento e Alegações
Em seu depoimento, Thallys relatou que os policiais civis estavam em busca dele na residência de Oruam e, segundo sua versão, não se identificaram nem apresentaram um mandado de busca e apreensão. Ele afirmou que foi colocado dentro de uma viatura da Polícia Civil e não presenciou a suposta agressão com pedras, que teria ocorrido durante a operação.
Decisões das Defesas e Status de Oruam
Os advogados dos réus informaram à juíza que seus clientes optaram por permanecer em silêncio durante o processo. O rapper Oruam, por sua vez, está com prisão preventiva decretada e atualmente se encontra foragido das autoridades, complicando ainda mais sua situação jurídica.
Contexto do Caso
O incidente em questão remonta a julho de 2025, quando uma operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes foi realizada na residência de Oruam, localizada no bairro do Joá, na zona sudoeste do Rio. O delegado Moyses Santana e o oficial de cartório Alexandre Ferraz foram designados para cumprir um mandado de busca e apreensão relacionado a Thallys Gabriel, que na época era menor e suspeito de envolvimento com tráfico de drogas.
Consequências e Fuga
Durante a operação, Thallys conseguiu escapar da viatura policial e se refugiou em uma área de mata próxima, não sendo localizado pelas autoridades. O caso continua a atrair atenção, especialmente devido à notoriedade de Oruam, que é filho de Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, um dos líderes históricos do Comando Vermelho, que cumpre pena em um presídio federal fora do Rio de Janeiro.
Perspectivas Futuras
Com o desdobramento da audiência e a continuação do processo judicial, o futuro de Oruam e dos outros réus permanece incerto. A expectativa é que novos depoimentos e evidências sejam apresentados nas próximas etapas, o que poderá influenciar significativamente o rumo da investigação e das acusações.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br






