Jorge Messias Defende Autocontenção e Aperfeiçoamento no STF durante Sabatina no Senado
Na última quarta-feira (29), Jorge Messias, indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF), participou de uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Durante sua apresentação, Messias enfatizou a importância do aprimoramento e da autocontenção do STF ao lidar com questões que geram divisões na sociedade.
A Importância do Aperfeiçoamento Institucional
Messias, que se declarou evangélico, sublinhou que é essencial que o STF esteja em constante evolução. Em suas palavras, "Precisamos, por sua importância, de que o STF se mantenha aberto permanentemente ao aperfeiçoamento." Ele ressaltou que a falta de autocrítica pode afetar a relação entre o Judiciário e a democracia brasileira.
Autocontenção e o Papel do STF
Durante sua fala, o indicado também defendeu a necessidade de autocontenção do STF ao abordar mudanças que possam polarizar a sociedade. Messias argumentou que cortes constitucionais devem agir com cautela e considerar o tempo necessário para amadurecer as discussões democráticas. "O comportamento não expansionista confere legitimidade democrática às cortes e aplaca as críticas", afirmou.
Visão Cristã em um Estado Laico
Ao encerrar sua apresentação, Messias reafirmou sua identidade religiosa, destacando que ser evangélico é uma bênção e não um ativo a ser explorado. Ele defendeu um Estado laico que promova um diálogo construtivo entre diferentes crenças. "Uma laicidade clara, mas colaborativa", afirmou, enfatizando a importância da neutralidade do Estado em questões religiosas.
Trajetória Pessoal e Profissional
Messias finalizou sua apresentação ressaltando que sua ascensão ao Judiciário não foi influenciada por tradições familiares, mas sim por seus esforços pessoais e acadêmicos. Ele se descreveu como um nordestino, evangélico e filho da classe média, reafirmando que sua trajetória é marcada pela disciplina, humildade e fé em Deus.
Com 27 senadores inscritos para questioná-lo, Messias busca obter o apoio necessário para ocupar a vaga deixada pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, precisando de 41 votos em um total de 81 senadores.






